E agora, com quem ficam as crianças?

Pais separados, duas casas, dois quartos, algumas vezes duas vidas...Privar a criança da convivência do pai ou da mãe é sem dúvida a pior situação, mas criar dois ambientes distintos para a criança também não é uma tarefa fácil para a criança administrar.

A criança pode adorar a idéia de ter brinquedos diferentes nas duas casas, presentes fora de hora, duas festas de aniversário e passeios todos os finais de semana, mas se essa não era a rotina da criança anteriormente, os pais estão criando um mundo de conto de fadas com um final infeliz...

A prioridade nesse caso é que a alteração de comportamento dos pais em relação aos filhos seja a menor possível. A criança terá que se adaptar a ausência momentânea de um dos pais, a encontrá-los separadamente e até a conviver com madrasta, padrasto e meio-irmãos, mas querer que a criança administre posturas diferentes dos pais do tipo, em uma das casas dorme-se a hora que quiser, come o que quer, vê televisão o dia inteiro, recebe-se presentes em todas as visitas, apesar de arrancar lindos sorrisos dos pequenos é sem dúvida o caos!

Fará da vida da criança algo confuso e manipulador, ensinando-a a conseguir tudo o que quer. Ela certamente conseguirá de um lado o que o outro a negou, extinguindo o não de seu vocabulário e tornando-a interesseira e oportunista.

Não caia nessa armadilha e continue consciente no seu papel de pai ou mãe, independente do estado civil de vocês! A boa educação, o respeito e os limites, são o que tem de melhor e que se você pode realmente ensinar e exigir dos seus filhos!

Michelle Maneira é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em tecnologias educacionais, professora de educação infantil da rede pública.

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