Doenças infantis - quando recorrer à medicina alternativa?

Quando recorrer à medicina alternativa

Foto: David Castillo Dominici http://goo.gl/H3PkR

Ver um filho doente é algo extremamente preocupante para qualquer mãe, mesmo que seja um simples resfriado. E para livrá-lo de qualquer sofrimento, temos aí a medicina, que evoluiu muito e hoje é muito mais segura. Doenças que ofereciam grandes riscos há alguns anos, hoje já não exigem tantos cuidados. Porém, há um braço dessa ciência ainda pouco explorado: o da medicina alternativa. Métodos mais naturais de tratar doenças frequentes e de menores riscos.

Há algumas diferenças cruciais entre a medicina alternativa e a convencional. Uma das mais importantes é que a primeira considera o ser humano com todo, ou seja, considera os aspectos físico, psíquico, energético, social e ambiental e não somente a fisiologia, como a medicina convencional. "Além disso, as práticas complementares visam estimular os mecanismos naturais de autocura e de fortalecimento do sistema imunológico, enquanto na medicina convencional o foco é o tratamento do sintoma", explica a naturóloga Raquel Oliva, que há seis anos trabalha com terapias naturais complementares.

Há vários tipos de medicinas complementares. Homeopatia, osteopatia craniana, medicina tradicional chinesa, reflexologia, naturopatia, florais de Bach são algumas delas. A naturóloga explica as principais diferenças entre elas. "Enquanto algumas terapias atuam em nível energético, como acupuntura e homeopatia, outras atuam diretamente no físico por meio de princípios ativos naturais de plantas, por exemplo."

Estes tratamentos são extremamente seguros para bebês e crianças, desde que haja um acompanhamento feito por especialista. Lembrando que estas são formas complementares de tratamento. "Normalmente os métodos naturais são mais gentis no tratamento de crianças do que os tratamentos alopáticos (convencionais), entretanto é essencial que sejam utilizados com bom senso e critério. Algumas substâncias, em dosagens erradas, podem ser tóxicas e contraindicadas para bebês e crianças", alerta Raquel Oliva.

Doenças tratadas pela medicina alternativa

A naturóloga conta que as doenças que podem ser facilmente tratadas pela medicina complementar são aquelas relacionadas ao sistema imunológico infantil (em pleno desenvolvimento nas crianças), como gripes, resfriados, tosse, febres, inflamações, além de cólicas, assaduras e eczemas. Raquel orienta: "Alguns remédios naturais podem interferir na medicação alopática, por isso, sempre devem ser comunicadas ao médico pediatra."


A medicina convencional reconhece os benefícios da complementar. "À medida que estudos científicos demonstram os benefícios de práticas e medicamentos naturais, a medicina complementar legitima a validade dela no tratamento e prevenção de agravos à saúde. A medicina complementar está ganhando cada vez mais popularidade e credibilidade", se orgulha Raquel. É importante ressaltar que a medicina complementar, jamais substitui à convencional, elas devem andar juntas.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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