Dislexia: o que é isso?

Dislexia o que é isso

Seu filho não presta atenção durante a aula, não faz o dever de casa, suas notas são ruins e você pensa: “isso aí é pura preguiça!”. Nada disso, cuidado com julgamentos precipitados. Ele pode ser portador de dislexia, um distúrbio de aprendizagem que afeta 15% da população mundial.

A dislexia é uma falta de habilidade na linguagem que se reflete na leitura e, não é considerada uma doença. A síndrome apresenta um funcionamento peculiar do cérebro para os processamentos lingüísticos relacionados à leitura. Segundo Cláudia Sampaio, diretora da AND - Associação Nacional de Dislexia, “o disléxico tem dificuldade para associar o símbolo gráfico (letras) com o som que elas representam para organizá-los mentalmente numa seqüência temporal. O fato da pessoa não entender bem os códigos da escrita causa dificuldades em reconhecer, até mesmo, palavras familiares”.

E agora, como identificar se meu filho pode ter dislexia? “Podemos suspeitar da presença da síndrome desde cedo, principalmente durante a alfabetização, quando a leitura e escrita são formalmente apresentadas à criança. Alguns sintomas podem ser observados desde cedo, como dificuldades para se expressar oralmente, dificuldades em identificar rimas e sons nas palavras, compreender o que é falado, dificuldades na orientação de espaço e tempo”, afirma a diretora.

Cláudia ainda explica que “um diagnóstico mais preciso pode ser feito a partir da 2ª série, após dois anos de aprendizagem da leitura, pois é a fase em que a criança mal alfabetizada consegue vencer suas dificuldades, até ficarem totalmente superadas. Enquanto, a criança disléxica tem sinais que a acompanharão por toda a vida”.

“Mesmo com todas as dificuldades durante o aprendizado, a criança disléxica deve freqüentar a escola regular. Mas é importante que a equipe escolar conheça os aspectos característicos da dislexia, o funcionamento leitor do disléxico para atender estas necessidades”, observa a diretora que ressalta a importância de capacitar professores, pedagogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos para auxiliar os alunos que possuam necessidades especiais.

“Como ainda não foram estabelecidos critérios formais da melhor maneira da escola receber o aluno disléxico, a família tem um papel de grande importância junto à escola, pois só ela saberá apontar as características do disléxico para respeitar seus limites e valorizar o seu potencial” finaliza.

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