Dicas para driblar a birra da criançada

Criança birrenta como resolver o problema

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Por mais comportada que seja, em algum momento, a criança perde os limites e faz aquele escândalo, o que na maior parte das vezes acaba envergonhando os adultos que estão do lado. Diante da frustração, é normal o pequeno abrir o berreiro, exigindo que as coisas sejam como ele quer. Confira algumas dicas para lidar com a birra infantil.

Segundo o livro "Superdicas para Educar bem seu Filho", da Editora Saraiva, enquanto as crianças não sabem lidar com o "não", só os pais podem tomar uma atitude capaz de melhorar a situação. A solução não envolve gritos, puxões de orelha ou palmadas, mas sim firmeza e autoridade, desenvolvidas a médio prazo.

Não perca o controle, seja firme. Pode ser que você fique muito irritado, mas lembre-se, pais que perdem o controle podem assustar ainda mais a criança e tornar a birra ainda pior.

Os adultos devem manter firmeza no tom de voz e falar com a criança na altura delas, explicando que atitudes como esta não mudarão nada. Ao perceber que a criança está prestando atenção, o ideal é acolhê-la, segurá-la no colo e explicar que porque não pode fazer o que quer.

Por culpa ou falta de paciência, às vezes os pais acabam cedendo aos pedidos dos filhos e deixam a birra passar como se não fosse nada demais. Esse é um erro fatal: a criança pode ficar cada vez mais autoritária, pois percebe uma maneira de sempre conseguir o que quer. O pequeno precisa entender que nem sempre conseguirá o que deseja e que sua insistência não é uma cartada aceita nesta hora.

Dê exemplos - Nos seus momentos de raiva, os adultos não devem surtar, sair batendo portas, a fim de evitar que as crianças repitam suas atitudes.

Não dê atenção à birra - Choro, grito e escândalos são comuns e tem o objetivo de chamar a atenção para a criança, então o ideal é ignorá-la e seguir com o que estiver fazendo, assim o objetivo do pequeno não será alcançado.

Dê castigos proporcionais, sem culpa - As crianças devem entender que seus atos têm conseqüências, portanto é preciso punir com castigo, sem se sentir culpado depois. Segundo orientações da Supernanny Cris Poli, um minuto por ano de idade é uma boa medida, depois é preciso conversar sobre o que aconteceu e acolher a criança arrependida do escândalo.

Não insista em conversar na hora da raiva - Assim como muitos adultos, a criança não ouvirá o que os pais estão dizendo no calor de um ataque de birra. O melhor é ignorar a atitude dela e conversar mais tarde, quando estiver mais calma. Neste período, os pais podem aproveitar para pensar na atitude que tomarão e também se acalmarem.


Valorize a criança sempre - Reforçar positivamente o bom comportamento infantil depois de um ataque de birra ajuda a prevenir novos episódios. Se um dia a criança fez uma birra homérica no parque, ao voltar ao mesmo lugar o pai pode lembrar que confia nela para a história vivida no passado não voltar a acontecer.

Por Carmem Sanches

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