Dicas para combater a febre infantil

Dicas para combater a febre infantil

Criança doente deixa mesmo os adultos preocupados, às vezes até demais. Coisas simples como uma dor de garganta, queda da criança ou oscilação na temperatura são suficientes para deixar alguns pais alarmados.

A manicure Leyza Araújo sabe bem o que é passar por isso. Ela já passou por momentos difíceis com seus dois filhos. "Quando o mais novo tinha cinco anos, ele teve catapora. A temperatura dele oscilava muito, causando mal estar. Como ele já tinha ido ao médico, eu dava paracetamol, banho morno quando subia a temperatura, banho quente quando caía e o deixava com roupas confortáveis", conta.

Pelo jeito, Leyza fez tudo certinho, pois agiu de acordo com os sintomas que seu filho apresentou. "A atenção dos pais deve estar voltada ao desconforto da criança, e não ao valor indicado no termômetro", afirma Clóvis Constantino, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

O pediatra explica que é recomendado sim medicar os pequenos quando eles estão abatidos ou se sentindo mal. Agora, se estiverem com febre e mesmo assim continuarem brincando e sorrindo, o melhor é deixá-los sob observação por algumas horas.

Se o menino ou menina vomitar a medicação, não se apresse em repetir a dose. O melhor é esperar cerca de uma hora para ver se ficou algum resíduo do remédio, e se o quadro vai melhorar. Nesse meio tempo, é importante oferecer líquidos para o filho.

É preciso um termômetro de confiança para medir com fidelidade a temperatura corporal da criança. Para isso, basta analisar os modelos disponíveis e comprar um, considerando o custo-benefício. Uma opção bem comum é o termômetro de mercúrio. "Esse tipo é barato e fiel. O único cuidado que os adultos precisam ter é para que ele não se quebre. Caso isso aconteça, o mercúrio pode ser ingerido pelo filho ou penetrar na pele através de um ferimento, podendo causar lesões em vários órgãos", orienta o médico.

Existem também outros termômetros, feitos com substâncias que causam menos danos ao ambiente e têm o mesmo efeito do mercúrio, como estanho e gálio. Uma opção mais confortável para os pais é o termômetro medicinal sonoro. Porém, ele é geralmente mais caro.

A convulsão febril, que costuma acontecer com bebês ou crianças pequenas, normalmente é benigna. "Mas o procedimento correto nesses casos é levar o menino ou menina ao pronto atendimento imediatamente. É preciso saber o motivo da convulsão, que pode ser a razão da febre, e não a febre em si", aconselha Clóvis.

Na maioria dos casos, a febre é sinal de infecção. Nos recém-nascidos, porém, pode indicar excesso de agasalho, ambiente abafado ou falta de líquidos, principalmente se o bebê não toma leite materno. Porém, há situações raras em que o aumento de temperatura é causado por algo mais grave. Por isso, diz o médico, "os pais devem se preocupar com a razão da febre. Às vezes, o filho tem alguma doença reumática ou relacionada ao câncer pediátrico".

Medicar a criança em caso de desconforto é bom, mas não exagere nos remédios. "Isso pode levar a uma sobrecarga de medicamentos, que traz mal estar à criança, e pode até fazê-la desmaiar", alerta Clóvis.


Há outros cuidados que são tão importantes quanto a medicação na luta contra o mal estar que a febre deixa. Mantenha seu filho bem hidratado, num ambiente ventilado (o que não significa deixar o pequeno perto de uma corrente de ar; uma porta ou janela aberta já é suficiente) e com roupas confortáveis e leves. Assim, o organismo da criança terá condições para normalizar a temperatura, e você ficará aliviada.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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