Dicas especiais para festinhas infantis

Dicas especiais para festinhas infantis

Organizar a festinha de aniversário dos filhos não é uma tarefa fácil - nem barata. A variedade de opções é grande e a opinião da criança deve ser levada em conta na hora de escolher as lembrancinhas e a decoração, geralmente baseada na preferência dos pequenos.

"Os temas mais usado são os relacionados a filmes e seriados da televisão. Agora os tradicionais não saem de moda, a exemplo dos Dálmatas e da Disney", conta Henrique Machado, sócio do "Buffet Peekaboo", de São Paulo. E a idade também influencia no gosto dos pequenos. "Cada criança tem seu perfil e dentro de sua idade um determinado herói na tevê ou cinema".

Para a mãe que está organizando uma festinha, uma ideia legal, dada por Luciana Coen, diretora da Festa Express, é distribuir fantasias para os convidados, criando um clima todo especial. Para não ficar muito caro, a dica vale para uma festa pequena, de até 15 convidados. É ela que também dá outra boa sugestão, para lembrancinha e decoração. "Amarrar os saquinhos de lembrança em balões cheios de gás hélio deixa a festa um charme", indica. O botijão de gás descartável pode ser comprado em lojas de artigos de festa.

Outra boa e criativa possibilidade são as "ecolembrancinhas". "As mães podem dar um vaso a cada convidado e plantar flores na festa mesmo", diz. A plantinha, além de divertir a criançada, pode ser levada pra casa como lembrança. Os minibrinquedos educativos também servem como boa opção para diversão na festa e presentinho para levar pra casa.

Piquenique

No meio de tanta opção, uma ideia diferente para fugir dos buffets e salões de festa e fazer um piquenique, ao invés do evento tradicional. Dá trabalho, mas a satisfação é garantida. Nesse tipo de festa os convidados devem ser em número reduzido e é bom que os pais dos amiguinhos também estejam por perto. Se o lugar escolhido for um parque ou clube, é imprescindível zelar pela segurança dos pequenos. "O ideal é comprar tudo descartável, para não correr riscos e ainda ter menos trabalho", indica Luciana, da Festa Express.

Nessa super ideia, as comidas devem ser práticas, para comer com a mão mesmo. Cachorro-quente é ótima pedida. Para a festa ficar com cara de piquenique, não basta apenas rolar na grama de um parque. É preciso incorporar mesmo. Então, arrume tudo em cestas e potes coloridos, sem se esquecer da tradicional toalha. Cupcakes ou muffins são ótimas opções de bolo. Luciana sugere também brigadeiro de colher, docinhos de banana e, por que não, guloseimas mais saudáveis? "Hoje existe até pirulito orgânico", conta.

Como o piquenique rola sem paredes, é preciso pensar em brincadeiras para entreter os pequenos. O recreador catarinense Rubens Moura indica algumas que dispensam monitores se os adultos se animarem. "Dança das cadeiras, ‘cabra-cega’ e corrida do saco são boas opções, assim como a corrida do ovo, que deve ser cozido, para evitar sujeira. O ideal é aproveitar o espaço ao ar livre".

Se o piquenique for muito empenho para você, que tal convidar apenas os amigos bem íntimos do seu pimpolho? A sugestão é convidar no máximo dez crianças, alugar uma van e, por que não, levar a turma toda para o restaurante preferido do filho ou até ao teatro. Convidar outras mães parceiras também é boa ideia.

E falando em convidar, vale inovar já por aí, antes mesmo da festa. Que tal pedir para que o filho mesmo escreva no convite? Ele pode ainda usar a criatividade para criar, usando cartolina, cola colorida, canetinhas e outros materiais que você certamente tem em casa. Se estiver disposta a gastar mais, vale mandar o convite com uma lembrança, que pode ser um simples pirulito, uma embalagem com doces ou até uma caixinha de giz-de-cera.


Organizar e planejar a festinha sem ajuda especializada e em casa dá bastante trabalho, porque os pais ficam responsáveis para contratar serviços de limpeza, comidas, bebidas e brincadeiras para distrair a criançada. A comodidade de um buffet é mesmo genial, mas tem seu preço - pelo menos três vezes mais do que uma boa festa em casa! E pior: pode custar a originalidade da comemoração...

Por Juliana Guastella e Sabrina Passos (MBPress)

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