Dia das Crianças - presentes para cada faixa etária

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Foto: Mike Kemp/Tetra Images/Corbis

Chega outubro e muitos pais ficam confusos na hora de escolher os presentes para o tão esperado Dia das Crianças? No meio de inúmeras opções, fica difícil saber como agradar aos pequenos, pois muitos deles já têm de tudo um pouco. Um motivo de alegria e ao mesmo tempo ansiedade para pais e mães.

Livro, brinquedo ou jogo? Nessa hora é melhor pensar o que realmente será útil para eles. "Antes de qualquer coisa devemos nos lembrar que o Dia é da criança e infância conjuga perfeitamente com o verbo brincar, essa atividade indispensável para o desenvolvimento emocional e cognitivo do ser humano. Além disso, a criança usa o brinquedo para a sua socialização e amadurecimento", aponta Maria Irene Maluf, especialista em Psicopedagogia e em Educação Especial.

Na opinião da especialista em neuropedagogia, se você respeitar os interesses das faixas etárias dificilmente não vai errar, ou seja, o presente irá cumprir a tarefa de brincar, ensinar e divertir.

"Desde o nascimento, há brinquedos a serem oferecidos aos bebês e que os ajudarão a crescer de forma equilibrada, atendendo à sensibilidade que apresentam ao meio ambiente como, por exemplo os móbiles, os chocalhos, os bichinhos de pano, argolas coloridas e sonoras, etc. Por volta dos três ou quatro meses, os mesmos brinquedos de antes ainda encantam, assim como os tapetes com figuras que estimulam os sentidos e a movimentação infantil. E existem em profusão de cores e formas a escolher!", indica a psicopedagoga.

Confira as sugestões da especialista para cada idade:

A partir dos seis meses - cubos coloridos, argolas, brinquedos leves e flutuantes, fáceis de montar e desmontar, de carregar, de puxar , empilhar, são muito apreciados pois além de divertidos permitem o exercício da movimentação.

A partir de um ano - as crianças já tem um bom equilíbrio motor para se manterem sentadas e já começam a andar sozinhas, repetem gestos dos adultos e interagem de uma forma mais atuante, os brinquedos também passam a ser condizentes com sua nova postura e que permitam novas aprendizagens como puxar, empurrar, rolar, abrir e fechar.

Crianças de 2 e 3 anos - elas são irrequietas e começam a dominar a comunicação oral: um CD de músicas, para cantar e dançar, facilita a aquisição do ritmo musical, de um vocabulário mais variado, alegram e entretêm os pequenos. Já os livrinhos de histórias, para a mamãe e o papai lerem para ela, causam encantamento e promovem o bem estar afetivo e familiar. Em geral crianças adoram brincar com coisas que fazem parte da vida diária da casa: as meninas empurram carrinhos de boneca, os meninos brincam com trenzinhos, carrinhos e ferramentas de plástico, entre outras brincadeiras animadas como pular na cama e fazer imitações e caretas. É a idade ideal para com muita paciência, começar a ensinar a criançada a guardar seus pertences depois de usá-los.

Crianças de 3 a 4 anos - estas são muito fáceis de escolher, pois há sempre novidades no mercado e elas apreciam triciclos, bonecas, trenzinhos,bolas, adoram brincar com pás e baldes na areia, podem começar sua iniciação musical e se divertem com quebra cabeças de peças grandes. Com essa idade as crianças já dominam um vocabulário de mais de mil palavras e fazem pequenas frases, já bem inteligíveis e com grande facilidade.

Fase pré-escolar - sua criatividade e imaginação não têm limites e mais do que nunca apreciam brinquedos e brincadeiras que reproduzem o mundo adulto. Em geral gostam de ir ao cinema e ao teatro, que não deixam de ser um belo presente!

A partir dos sete anos - os recursos cognitivos, motores e perceptivos permitem uma escolha muito ampla e as lojas de brinquedo estão repletas de sugestões, que vão desde jogos de tabuleiro, a brinquedos e jogos eletrônicos, de moldes de gesso a carrinhos guiados por controle remoto, rádios, patins, bicicletas, etc. O ideal é escolher um presente que a garotada tenha muita oportunidade de usar e de explorar com sua imaginação.


A psicopedagoga lembra que nem sempre o melhor presente precisa ser o mais caro. O mais importante não é o valor financeiro, mas também a qualidade, a segurança, a alegria e o interesse que possa despertar nos pequenos. "Nenhum presente é bom, se não for oferecido junto a um grande e carinhoso abraço". Assim eles vão entender que realmente foi escolhido com muito amor e carinho.

Por Juliana Lopes

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