“… de pequenino se torce o pepino…”

A aprendizagem torna-se mais simples, quanto mais cedo a proporcionarmos...

A partir dos dois anos devemos começar a incutir nas crianças algumas regras de boa educação para que, mais tarde, esta pequena batalha não se transforme numa guerra!

As crianças são egocêntricas! Exigentes! Teimosas! Habitualmente não utilizem o “obrigado” ou mesmo o “por favor”. Aquilo que querem... exigem!

Todavia, tudo na sua vida futura vai depender da educação e persistência dos pais. Se forem habituadas, desde pequeninas, a respeitar algumas regras simples, mais tarde, não terão dificuldade para aceitar outras que a convivência e os bons costumes exigem. E embora o seu filho ainda seja pequenito, é bom recordar-se de que a educação não tem idade. O manual vai agora nas primeiras páginas…

O seu filho já pode começar a dizer “obrigado” ou a pedir “por favor”. E isso, não custa! Pode também começar a ensinar-lhe algumas regras de comportamento: como se comportar à mesa, como agir quando tem visitas, como estar quando vai a casa de alguém...

No entanto, nunca deve ser demasiadamente exigente porque isso poderia ser contraproducente para o desenvolvimento do seu filho. Se tem apenas dois ou três anos seria errado exigir-lhe um comportamento de uma criança de sete. As regras de educação devem estar de acordo com as suas capacidades tanto físicas como psicológicas.

As regras de boa educação não se aprendem de um dia para o outro. São um processo de vivência e interiorização de conceitos. A partir dos dois anos, pode ensinar ao seu filho como se deve comportar socialmente, mas ao longo da sua infância terá de relembrar-lho, vezes sem conta, sem lhe exigir um cumprimento rígido, nem se zangar com ele porque, de vez em quando, as esquece e faz uma “asneira” ou não se comportou como deveria.

Nunca utilize a chantagem para que as cumpra, para que ele não encare a educação como um meio de alcançar um determinado fim.

"Se te portares bem em casa dos avós, e os cumprimentares como te ensinei, quando sairmos, compro-te aquele carrinho que pediste....". Muitos pais prometem “prendas ” a todo o momento (especialmente se o comportamento habitual da criança os deixa embaraçados). Deste modo, qualquer criança pode passar a interiorizar o conceito de que “se me portar bem, recebo uma recompensa”, quando deveria interiorizar "tenho de me portar bem e fazer o que os meus pais me ensinaram".

E, se os pais não devem utilizar a chantagem ou as promessas para conseguirem que a criança cumpra algumas das regras sociais, também não devem utilizar as ameaças como método educativo. O termo “senão...” cria nelas uma sensação de insegurança. Muitos pais utilizam-no habitualmente e disso são exemplos as ameaças: "senão comeres tudo, não te levantas da mesa hoje." ou "Vê se dormes depressa, senão...!" ou ainda "dá já um beijinho à avó, senão...".

Ensinar pelo exemplo

As crianças aprendem pela imitação. Se em sua casa o seu filho não tiver referências para “copiar” a amabilidade ou a boa educação, será difícil a sua imposição, visto não ter elementos de referência.

Se observar que o seu pai não diz obrigado quando lhe oferecem alguma coisa, porque será que ele que é pequeno terá de o fazer? Se a sua mãe quando pede uma coisa à empregada não diz " Por favor, traga-me um copo de água" ou "Obrigada" quando esta lho traz, porque deve ele ter de fazê-lo?

As crianças observam e tornam os exemplos como conduta a seguir, por isso, quando são confrontadas com uma situação diferente das suas referências, podem não aceitá-la e mostrar-se surpreendidas.

Os bons modos dependem de duas regras básicas:

1º - Das regras que lhe são “impostas”;

2º - Do que observam no dia-a-dia com os seus modelos (em casa com os pais e no infantário com os educadores).

Etiqueta à mesa

Nem 8 nem 80

É habitualmente na hora das refeições, que a maioria dos pais sofre a maior tensão, quando os seus filhos estão em casa de familiares, amigos ou num restaurante. Porque a criança faz uma birra, porque não pára quieta, porque cospe a comida para o prato, não quer lavar as mãos...

É em casa, e desde pequenino, que se devem ensinar as primeiras regras para que a criança não venha a fazer "figuras tristes" e que poderão envergonhar os pais quando estão fora de casa. Por isso, tome nota:

- Se o seu filho ainda não sabe bem comer sozinho, porque terá de o obrigar a pegar nos talheres? Facilite as coisas. Ajude-o a comer.

- Se o seu filho acabou de comer, porque não poderá sair da mesa? Desta forma, irá aprender a pedir licença para abandonar a mesa. Se estiver num local público, para que não saia da mesa, leve-lhe um livro de actividades para que se distraia depois da refeição e não se levante. Num local público - restaurante -, a criança deve permanecer na mesa para que não incomode as outras pessoas.

- Se o seu filho tem menos de quatro anos, não seja demasiado exigente. “Comer com a boca fechada”; “Retirar os cotovelos da mesa”; “Falar com a boca cheia” entre outros, são conceitos difíceis de entender e que irá aprendendo aos poucos.

- Não deixe que cuspa para o prato, mexa na comida com as mãos, grite ou fale alto à mesa.

Qualquer criança pequena é como um “pequeno furacão” que necessita de espaço e liberdade. Se bem que a deve iniciar na aprendizagem de algumas regras básicas de conduta, não deverá angustiar-se se ela não as cumprir na íntegra. Mais cedo ou mais tarde, irá começar a cumprir porque sentirá a necessidade de se integrar na sociedade.

O seu filho deixou de ser um bebé e a sua personalidade começa a formar-se. A sua evolução a nível linguístico e cognitivo tornará gradualmente mais simples a compreensão das regras de conduta.

****Desde sempre o ser humano precisa de regras e limites na vida, e em especial qdo crianças, pois não é correto deixar em suas mãos a responsabilidade de sua vida.

****devemos ensinar a criança o caminho q deve seguir. Mais isso se aplica em adultos q realmente criam seus filhos, pois tê-los é fácil, difícil é criá-los para serem adultos de caráter e responsabilidade no mundo de hj. Sou mãe e sei o duro q é ensinar e as vezes até impor isso na vida deles, mais faço isso para mais tarde não chorar pelo adulto indísciplinado que coloquei ao mundo.

0bgda!

Bjs!

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