Cuidados ao trocar o filho de escola no meio do ano

Cuidados ao trocar o filho de escola no meio do an

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Condições financeiras desfavoráveis, insatisfação com o modelo pedagógico da instituição, falta de adaptação por parte das crianças, os motivos para os pais quererem trocar seus filhos de escola são muitos e talvez a mudança seja inadiável. Então o ideal é fazer isso nas férias do meio do ano. Mas como fazer isso sem prejudicar a criança?

Para escolher um novo colégio para os filhos, os pais devem estar sempre atentos a uma série de requisitos e tentar conciliar suas expectativas e o dia a dia da família com os valores da escola, a começar pela localização e pela facilidade de acesso, segundo a psicopedagoga e diretora do Colégio Global, Eliana de Barros Santos.

Para ela, é preciso haver sintonia entre os pais e o colégio, de forma que eles possam frequentá-lo e estabelecer um diálogo de maneira mais próxima. "É importante lembrar que a escola além de ser um espaço de aquisição intelectual é acima de tudo um espaço de troca e aprendizado social. A proximidade e a facilidade de acesso de pais e alunos para organizar possíveis encontros são muito importantes. Festas, reuniões e acompanhamento por parte dos pais serão facilitados e isso faz uma diferença muito grande no aprendizado do aluno ao longo do tempo", reforça.

Para os menores, além do número de professores, de crianças por sala, a higiene, o espaço para brincar e desenvolver atividades de coordenação motora, é preciso também levar em conta a proximidade entre a escola e sua casa ou trabalho. "Tudo isso é importante, mas muitas vezes a localização acaba ficando um pouco de lado e isso não é bom, porque nessa faixa de idade as crianças têm um apego maior aos pais e exigem também maiores cuidados. Portanto, os pais devem procurar estar sempre próximos nessas horas", explica a diretora do Colégio Joana D’Arc, Ana Cristina Pomarico.

Já pais de crianças e adolescentes no ensino fundamental devem observar aspectos relacionados a questões pedagógicas, como alfabetização, lição de casa, entre outras. "Tem pai que matricula o filho na escola em que ele gostaria de estar. Mas é bom lembrar que criança feliz se abre para o aprendizado e quem vai estudar é ela, não os pais", argumenta Ana Cristina, salientando que é preciso também respeitar a vontade da criança.

A educadora salienta que os pais devem se perguntar o que esperam do colégio. "Foco no vestibular? Formação humanista? Modelo tradicional? Uma dica é conversar com outros pais e conhecer o perfil dos alunos já matriculados. É importante saber com quem o seu filho vai passar a maior parte do tempo".

Capacidade financeira

Um fator que pesa bastante são as condições financeiras da família, sem comprometer uma parte da renda que fará falta para outros itens essenciais. O aspecto social também deve ser analisado, já que a criança também pode ficar deslocada por não poder acompanhar os programas dos colegas. "Isso pode causar muito constrangimento e acabar tornando necessário trocar a criança de escola novamente. Trocas constantes prejudicarão muito seu aprendizado", completa Ana Cristina.


Alta tecnologia

Se o ensino exige constante atualização dos professores e uma proposta pedagógica moderna, isso envolve também recursos tecnológicos. Não basta a escola contar com lousa digital, laptops, projetores e outros aparelhos. É importante que os pais vejam como esses recursos são utilizados, qual a frequência e o objetivo do uso. Os profissionais que gerenciam esses recursos devem estar sempre atualizados para que o aluno não tenha a sensação de que não está aprendendo com esses recursos.

Por Carmem Sanches

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