Cuidado com o tipo de gordura ingerida por seus filhos

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Cuidado com o tipo de gordura ingerida por seus fi

Todo mundo sabe que se alimentar bem é essencial para ter saúde, principalmente em fases de desenvolvimento, como a infância e a adolescência. No entanto, o que se observa atualmente é o aumento de pessoas obesas e com problemas cardiovasculares, muitas vezes decorrentes do excesso de peso - e de uma alimentação com muitas gorduras saturadas, por exemplo.

E, para piorar a situação, não são só os adultos que têm uma dieta rica nessas gorduras - as crianças também entraram na onda, e estão ingerindo 60% mais que o recomendado. Essa é a constatação de simpósio "The Essential Fats for Future Health" ("Gorduras Essenciais para a Saúde Futura"), realizado em junho deste ano na cidade de Vlaardingen, na Holanda. Como conseqüência disso, crescem os casos de colesterol ruim - LDL - elevado nos pequenos.

O dado é alarmante, já que o excesso desse tipo de gordura traz riscos à saúde. Acontece que elas são responsáveis pelo aumento do colesterol LDL, que pode se depositar nas artérias, causando problemas cardiovasculares. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a ingestão máxima de gordura saturada deve ser de 8% do total energético diário para crianças de 2 a 18 anos e de 10% para adultos.

Em contrapartida, no mesmo evento foi divulgado que as crianças ingerem menos gorduras "saudáveis" e que devem ser consumidas diariamente, como as poliinsaturadas ômegas 3 e 6, que o necessário. "As gorduras poliinsaturadas ajudam na redução do colesterol sanguíneo e assim na diminuição do risco de doenças cardiovasculares", explicou Renata Cassar, gerente de nutrição da Unilever Brasil, que esteve presente no simpósio.

Para reverter esse quadro, os responsáveis precisam tomar consciência de que a educação alimentar é necessária na vida das crianças. Segundo a especialista, os hábitos alimentares são construídos na infância: "Por isso é extremamente importante que os pais ensinem uma boa alimentação para seus filhos desde pequenos".

Como os adultos são referências para eles, precisam dar o exemplo em casa, comprando, preparando e consumido mais alimentos com gorduras poliinsaturadas e menos itens com as gorduras saturadas. Isso significa apostar nos óleos vegetais e alimentos feitos a base destes óleos, como maioneses e margarinas e evitar alimentos de origem animal como leite, queijos, manteiga, carnes, além da gordura de coco e palma.

Além disso, os pais devem prestar atenção nos itens que possuem gorduras trans, pois elas também são prejudiciais quando consumidas em excesso. Uma simples atitude pode fazer a diferença no futuro dos filhos. "Ao substituir alimentos ricos em gorduras saturadas e trans por outros ricos em gordura mono e poliinsaturada, os responsáveis estão contribuindo para a manutenção de níveis adequados de colesterol e saúde cardiovascular durante o crescimento e vida adulta de seus pequenos", disse Renata.


Então, o correto não é abolir nem se livrar de todas as gorduras. A nutricionista deixa claro que elas são nutrientes importantes na dieta, e que o principal não é a quantidade de gordura ingerida, mas sim a qualidade dela. "As gorduras poliinsaturadas são importantes para o crescimento celular e de tecidos, além de possuírem um importante papel no desenvolvimento cerebral, sistema nervoso e formação hormonal."

Por Priscilla Nery (MBPress)

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