Crianças francesas não atiram comida!

Crianças francesas não atiram comida

Foto: Clare Bloomfield

Educar os filhos nem sempre é uma tarefa fácil para nenhuma mãe, principalmente quando as responsabilidades com o trabalho e a casa ocupam o dia e quase não sobra tempo para educá-los. Segundo a jornalista americana Pamela Druckerman, autora livro "French Children Don’t Throw Food: Parenting Secrets From Paris" (Crianças francesas não atiram comida: segredos de Paris para criar filhos), as francesas utilizam técnicas para que as crianças sejam mais comportadas. Se o bebê chora no berço, a mãe não se desespera em atendê-lo, isso o ensinará a ser paciente e os pequenos aprendem a não tentarem chamar a atenção.

Outro truque das francesas é não ter medo de impor limites bem esclarecidos e de dizer não aos pequenos. Por isso as crianças criam um vínculo de respeito maior com a sua mãe.

Sut-Mie Guibert é francesa, casada com um brasileiro e já mora no Brasil há alguns anos. Para ela, as crianças francesas são mais responsáveis, pois têm menos liberdade e o estilo de vida é bem diferente. "Pelo fato de não terem babás ou empregados em casa, somente os pais que trabalham muito durante o dia, por isso todos contribuem e ajudam nas tarefas e na organização. Na escola, eles aprendem a colocar casacos sozinhos e sapatos. São estimulados a serem independentes," afirma.

"Acho difícil ter uma ‘melhor maneira’, uma receita pronta para educá-los. Regras que servem para um não servem obrigatoriamente para o outro filho. Tenho duas filhas que são completamente diferentes e a maneira de lidar com cada uma também é diferente. Sou da ‘linha dura’, algumas coisas converso, outras imponho limites e ponto. Questões de educação não são conversadas, são impostas. A meu ver, elas têm mais segurança com regras claras e sentindo firmeza em seus pais", acrescenta Sut-Mie Guibert.

Apesar de cada criança ter personalidade própria, os pais não devem sentir medo de corrigi-los, por acreditar que são pequenos e não vão entender. A educação deve começar desde cedo, pois quanto antes a mãe conversar sobre o que é permitido ou não, estabelecer algumas regras e incentivar o comportamento adequado, as ações de mau comportamento reduzem.

"Cada criança é única e tem seu próprio temperamento. Cabe aos responsáveis a tarefa de mudar o rumo do desenvolvimento de uma criança para o bem, não tirando dela sua própria personalidade, mas a ajudando a lidar com seus sentimentos para viver harmoniosamente com as outras pessoas", afirma a professora Genislene Borges, dona de três blogs, entre eles, o "Mamãe Genis".

E exemplifica: "Eu e meu marido conversamos muito com o nosso filho quando ele faz alguma coisa errada. Sem muitas palavras, dizemos o porquê não se deve fazer aquilo. Se ele insiste em fazer, temos o ‘cantinho da disciplina’, onde ele fica pensando por alguns minutinhos sobre o que fez. Temos percebido que a cada dia o uso desse método tem diminuído as rebeldias, pois ele tem cumprido melhor as regras estabelecidas", afirma.

O contato com a tecnologia deixa as crianças antenadas com a realidade. Porém, esse excesso de informações deve ter o acompanhamento dos pais, pois os pequenos não têm maturidade suficiente para lidar com essa exposição, principalmente da internet.


A infância é o momento em que a criança descobre muitas coisas e os familiares precisam acompanhar bem de perto o que o filho faz. "A família precisa estar atenta ao que seu filho está assistindo e compartilhando não somente frente às tecnologias, ou na rede, mas também no dia a dia com os amigos", finaliza Genislene.

Por Stefane Braga (MBPress)

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