Crianças em restaurantes: não deixe o jantar virar dor de cabeça

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Crianças em restaurantes não deixe o jantar virar

É difícil prever o comportamento dos filhos, principalmente quando ainda são pequenos. Por isso, é comum que os pais sejam pegos desprevenidos em algumas situações, por exemplo. Um jantar com a família no restaurante pode virar uma verdadeira dor de cabeça caso os adultos não saibam lidar com imprevistos ou não tenham o respeito dos filhos.

Para a consultora de etiqueta Ligia Marques, o bom comportamento das crianças em qualquer lugar é reflexo do que os responsáveis ensinam em casa. "Este é um processo de educação contínua onde os pais devem, todos os dias, ensinar seus filhos a se comportarem a mesa. Fica muito mais difícil e fadado ao insucesso querer estabelecer regras de última hora".

Claro que esse processo exige uma postura dos adultos. Eles devem ter regras bem sólidas dentro dos lares, e nunca abrir exceções do tipo "aqui em casa pode", já que os filhos não terão maturidade para considerar limites assim. É muito importante não contrariar as normas: se todos devem comer na mesa e juntos, ninguém pode ir jantar na sala em frente à televisão, por exemplo.

A dona de casa Denize Freitas é da mesma opinião da especialista. Ela constantemente leva seus filhos André, 11 anos, e Felipe, 5, além da neta Mariana, 3, a restaurantes, pizzarias e churrascarias. Como procura educar as crianças, conta que não tem muitos problemas. "Eles normalmente se comportam bem porque são educados, mas é claro que depois de algum tempo não conseguem mais ficar sentados".

Daí, a coisa complica. Apesar de educar bem seus pequenos em casa, Denize lembra que "a maioria dos restaurantes não tem um espaço ou atendimento específico para as crianças e eles acabam por correrem ou transitarem, atrapalhando outros clientes e até mesmo os garçons".

Nesse caso, é melhor tentar distrair o pequeno ou escolher outro ambiente para o jantar. Isso pode poupar os pais de possíveis acidentes ou situações embaraçosas. "O local mais apropriado vai depender bastante da idade das crianças, mas quanto menores mais informal deverá ser o lugar e os pratos devem ser aqueles bem simples, que nutrem bem e não oferecem muita diferença do que estão acostumadas no dia a dia", sugere Ligia. "Pode-se introduzir algum item diferente para que elas se acostumem a novos sabores, mas um prato totalmente novo para elas pode significar volta à cozinha sem ter sido mexido", completa.

Mas, o que fazer quando o pequeno é bem educado e o ambiente foi escolhido de acordo com a idade dele, porém mesmo assim ele não se comporta? O segredo é não se desesperar. É preciso fazer uma análise para descobrir a razão para a desobediência. Pode ser porque os pais não sabem se impor, dão um exemplo que não vale (do tipo faça o que eu digo, não faça o que eu faço), ou até culpa do tipo de linguagem usado para ensinar o filho ou da criança que quer chamar a atenção.

"Temos que fazer uma análise bem honesta, perceber os erros e dificuldades e saneá-los o quanto antes, sem culpa por querermos o melhor para nossos filhos", orienta a consultora de etiqueta.


A solução prática e eficaz pode mesmo ser a correção imediata, no entanto os pais devem considerar o fato de os filhos serem crianças e estarem numa situação atípica. "Quando um filho comporta-se mal, deve ser sempre repreendido, independente de ambiente em que ele esteja", acredita Denize. "Mas, no caso de um restaurante, deve-se levar em conta o tempo deles. Se não há um espaço específico para eles poderem distrair-se, deve-se apenas fazer a refeição, sem prolongar as conversas, saindo logo para evitar constrangimentos", finaliza.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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