Crianças e bebês são maiores vítimas da coqueluche

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Crianças e bebês são maiores vítimas da coqueluche

A coqueluche cresce 40% em São Paulo. Crianças e bebês são as maiores vítimas apesar da vacina ser gratuita até 6 anos de idade. Os dados são do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. A coqueluche é altamente transmissível, a doença ataca o sistema respiratório e se confunde com gripes ou resfriados comuns nos primeiros 14 dias.

Os casos de coqueluche vêm aumentando na cidade de São Paulo, de acordo com o Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Os números indicam que até maio deste ano houve crescimento de 40% nos casos em comparação a todo o ano de 2010.

A situação do avanço da doença é preocupante, principalmente porque as crianças e bebês são as mais atingidas e a doença está sendo transmitida, na maioria das vezes, dentro de casa. O alerta parte da médica do Hospital Villa-Lobos, infectologista pediátrica, Melissa Palmieri. "A coqueluche é transmitida pelas gotículas respiratórias que podem ser geradas pela tosse, espirro e fala. Uma pessoa que sofreu exposição de um metro de distância com o doente já pode ter se contaminado. Ou seja, quem está transmitindo a doença para os bebês são os pais, irmãos mais velhos, avós e até as babás que possuem contato usual com a criança", ressaltou.

A coqueluche é causada pela bactéria chamada Bordetella pertussis, que atinge o sistema respiratório. A princípio os sintomas são basicamente os mesmos da gripe ou de um resfriado comum. Só após 14 dias a doença começa a ser caracterizada, com fortes crises de tosse, e assusta principalmente em casos com crianças menores de um ano de idade. O tratamento é feito com antibióticos específicos, de acordo com a idade e o perfil do paciente.

No caso das crianças, os sintomas da doença assustam e podem levar à morte. "O quadro da doença em crianças é mais exuberante, o que causa grande sofrimento. As crises de tosse paroxística (popularmente conhecida por "tosse comprida") muitas vezes são seguidas por vômitos. Pode acontecer ainda protrusão de língua (ela fica para fora da boca), salivação, congestão facial, cianose (rouxidão na pele devido à baixa oxigenação) e apneia (parada respiratória)", explicou a médica do Hospital Villa-Lobos.


Vacina

A vacinação contra a coqueluche está disponível na rede pública para crianças abaixo de seis anos de idade. Conhecida como tetra bacteriana nas 3 doses antes de 1 ano (aos 2, 4 e 6 meses) e tríplice bacteriana aos 15 meses e 4 a 6 anos (primeiro e segundo reforços). A vacina tríplice combina componentes contra a difteria, o tétano e a coqueluche, já a tetra adiciona o componente contra o Haemophilus influenzae tipo b. Para adolescentes acima de 11 anos, adultos e idosos a vacina só pode ser obtida em serviços particulares, pois na rede pública há somente a dupla adulto (dT-componentes contra a difteria e tétano sem o da coqueluche).

Por Catharina Apolinário

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