Crianças agressivas

Crianças agressivas

Você criou com carinho, deu atenção, brinquedos, boa escola, o melhor do seu tempo livre, mas parece que seu filho é mais agressivo e menos amoroso que a maioria das crianças que você conhece. Quando contrariados, eles batem porta, gritam, batem, chutam, deixando os pais sem saber como agir.

As razões podem ser desconhecidas para você, mas é preciso prestar atenção e tentar descobrir o porquê de tanta revolta. Algo pode não estar bem: separação dos pais, ciúme do irmão, ansiedade, problemas na escola... E para decifrar o comportamento, em alguns casos, é preciso da ajuda de um psicólogo.

A psicóloga Bianca Bortolotti, de São José dos Pinhais, no Paraná, explica que existem vários fatores que podem gerar agressividade numa criança. “Desde presenciar constantes agressões físicas dentro de casa, ser vítima de abuso sexual, até ter transtornos como bipolaridade e hiperatividade”, alerta.

Bianca, que já atendeu casos de crianças vítimas de violência física, sexual, psicológica e negligência, encaminhadas pelo conselho tutelar da cidade e pelo Ministério Público, conta que, para demonstrar a frustração, a criança pode ter ataques de violência, com socos, chutes e beliscões, ou fala enfurecida, com palavrões e gritos. “Além disso, as crianças em crise tendem a fugir ou se isolar após o momento de conflito”.

Seja qual for a origem da agressividade, antes de cobrar do filho uma atitude positiva e carinhosa é preciso atentar à forma como os pais tratam os outros e como reagem quando são contrariados. “Resolvido isso, eles devem sempre se perguntar o que pode estar gerando esse sentimento no filho. E sempre se posicionar contra a agressividade. Jamais estimular”.

Alguns pais tentam mascarar a situação, usando desculpas como ‘a avó anda mimando demais’! ou ‘ele não dormiu bem essa semana’. “Mas quando a agressividade torna-se freqüente, não vale a pena mascarar. Quanto antes resolver, melhor”, explica.

Segundo ela, cada família encontra sua forma de reverter qualquer situação. “Mas uma coisa nunca falha: abra com seu filho um canal de comunicação, onde ambos tem acesso para encontrar um caminho de paz”.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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