Construtivismo - método que estimula o senso crítico

Construtivismo

Definir em qual instituição o seu filho irá dar os primeiros passos rumo ao conhecimento nem sempre é uma decisão fácil. Apenas uma simples observação do espaço físico da escola e uma conversa com professores e diretores representa muito pouco para os pais.

Na opinião da psicóloga Sheila Skitnevsky Finge, sócia fundadora do Instituto Mãe Pessoa, a escolha do colégio deve ser obtida pela combinação de diversos fatores, o principal deles é saber a filosofia da escola, que deve combinar com a filosofia que os pais querem passar para os filhos.

“Ou seja, identificação cultural, religiosa, espiritual, social, econômica, moral e ética”, explica. Isso implica em saber também qual é o método de aprendizagem que a escola adota. Como às vezes é difícil apenas conhecer na teoria qual das linhas pedagógicas é mais adequada com o que os pais almejam na educação dos filhos, o importante é assistir algumas aulas e observar como os professores lidam com os alunos.

O método construtivista, criado pelo filósofo Jean Piaget, opta por acompanhar a curiosidade natural da criança, isto é, ao invés usar um método pré-estabelecido, a escola propõe temas que interessam naquele momento.

Segundo a psicopedagoga Emilene Beato Correia da Silva, como o próprio nome diz, no construtivismo, as crianças constroem o conhecimento a partir das suas próprias percepções. Por esta razão, ele se aplica apenas em salas com menos alunos, geralmente 20, e exige um tempo maior do professor.

“No construtivismo, o professor serve de mediador entre o aluno e a questão. Isso gera uma interação maior entre alunos e mestres, além disso a criança tem maior autonomia para solucionar o problema”, explica. Na prática, um simples fenômeno da natureza, como a chuva é um chamariz para se explicar o ciclo da água.

Mãe de dois filhos, a professora ressalta que é comum os pais terem uma certa resistência em entender a aprendizagem por meio do construtivismo, pois foram alfabetizados da forma tradicional, na qual o professor apenas transmite o conhecimento ao aluno.

Conforme Emilene, que já trabalha há 15 anos em escolas públicas, é preciso observar que nem todas as crianças se adaptam o método construtivista. “Ele é muito bom para aquelas mais desenvolvidas. Mas há crianças que precisam de estímulos que só a escola tradicional proporciona”, diz.


Por esta razão, na opinião da professora o modelo ideal é mesclar as duas linhas pedagógicas. “O mais correto é misturar os dois - a criatividade de um método junto com a noção das fórmulas e regras do outro”, finaliza.

Por Juliana Lopes

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