Como uma faxineira e mãe solteira educou o filho

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Como uma faxineira e mãe solteira educou o filho

Foto - Divulgação.

Sem saber quem é seu pai, Maria Edilene foi abandonada pela mãe aos 11 anos e precisou se virar para sobreviver. A opção que encontrou foi trabalhar como faxineira em casas de família para ter onde morar e o que comer. Hoje, a mulher batalhadora tem um filho, Marcelo Rodrigues, e resolveu escrever um livro sobre como, apesar de todas as dificuldades que passou, consegue educar o adolescente melhor do que as suas patroas.

Em um vídeo publicado na web, Maria disse que resolveu escrever a história de suas lutas e conquistas. Porém, faltava um "temperinho a mais", como contou. E foi no filho muito bem educado que ela encontrou esse toque especial.

"As pessoas me param e falam ‘como seu filho é educado, queria que meu filho fosse igual’. É maravilhoso escutar isso, só que ao mesmo tempo eu fico triste, porque sei que outras crianças não dão bom dia, falam obrigada ou pedem por favor", explicou. Pensando nisso, a faxineira resolveu escrever a obra "Como eduquei meu filho melhor que as minhas patroas". Inclusive, ela recebeu incentivo e ajuda de algumas patroas para escrever a obra.

Para termos uma ideia do conteúdo, Maria falou um pouco sobre a forma como desenvolve sua relação com o herdeiro: "Antes de sair de casa, eu tenho que ver o caderno do meu filho, conversar com ele e saber o que está acontecendo. Ensino que ele não deve ser mal educado com as pessoas. Digo que deve respeitar o próximo e que o que a gente planta, a gente colhe. Tento mostrar a ele que a vida não é muito fácil, mas também não é difícil. Só quando a gente não sabe viver".

Para a escritora, um dos maiores problemas em relação à educação das crianças é que as patroas pagam outras pessoas para educarem os filhos - algo que vemos constantemente nas famílias brasileiras. Afinal, por conta da conquista da mulher no mercado de trabalho, é normal que ela se ausente mais do que antes. Com a desculpa de que precisa do salário para dar um futuro melhor para a criança, as mães acabam deixando de lado os momentos prazerosos ao lado dos filhos, não participam dos estudos, não conhecem os amigos e até chegam a pagar pessoas para os levarem a passeios aos fins de semana.

É um assunto delicado. Mas quem sabe o livro de Maria Edilene não possa ajudar? Vale a reflexão. Ela não tem uma condição monetária melhor do que as patroas e, além disso, faz parte dos 37,3% das famílias que são chefiadas apenas por uma mulher, sem apoio de um (a) parceiro (a). Se ela conseguiu, o que te impede?

Por Alessandra Vespa (MBPress)

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