Como orientar os filhos na escolha da profissão

Escolher profissão

Adolescência, época difícil. Pior ainda quando se está com um pezinho na fase adulta. Um turbilhão de sentimentos e dúvidas, muitas dúvidas. A mais assustadora delas talvez seja escolher: O que eu vou ser quando crescer? Diante de um leque de várias profissões, que por sinal só aumenta mais e mais a cada ano, a angústia é grande.

“Os pais devem saber ouvir seus filhos e buscar orientações com amigos que estejam em áreas diferentes de atuação. Também procurar a programação de feiras e palestras sobre as profissões e respeitar a decisão deles”, aconselha Gisele Laranjeiras Oliveira, orientadora de informação profissional do CIEE (Centro de Integração Empresa Escola).

Além disso devem deixar claro aos filhos que a faculdade é apenas um alicerce para a vida profissional. Depois cada um escolhe os caminhos e oportunidades que almeja dentro da área escolhida.

Foi o que aconteceu com a chef Gislaine Oliveira. Com a ajuda do teste vocacional, ela escolheu trabalhar na área da Saúde, como Nutricionista, com o intuito de levar qualidade de vida às pessoas. Na época, ela também se interessava por gastronomia, uma influência de família - muito antes da profissão se tornar bastante requisitada.

“Entedia a gastronomia como pura manifestação de afeto. Então, com o conhecimento técnico dos alimentos, juntou-se o útil ao agradável. Hoje as duas profissões se inter-relacionam de forma intrínseca. Todo mundo gosta e precisa de comida boa e bem feita, com técnicas apropriadas para realçar os alimentos”, conclui.

Apesar das famosas “profissões da moda”, a orientadora afirma que muitos jovens optam por aquelas que garantam estabilidade financeira. “Ainda que não gostem, isso é o quesito número um. E quando não sabem o que querem escolhem Administração, pois acreditam que vão conseguir uma vaga mais fácil no mercado. As carreiras tradicionais, como Medicina, Direito, Engenharia e Letras são sempre as mais procuradas nos vestibulares”, diz.

Artêmio Longhi, professor de psicologia e introdutor da Parapsicologia Educacional, afirma que a orientação profissional é indispensável para se fazer a escolha certa. "Todas as escolas e universidades deveriam ter esse serviço", ressalta.

De acordo com ele 70% dos jovens que passam no vestibular não terminam o curso e 25% dos que se formam não exercem a profissão. Ele acredita que 70% dos jovens que escolhem a profissão errada sofrem influência da família, da mídia, moda e interesses financeiros.

A maioria dos testes e orientações trabalha com o levantamento de interesses, informações sobre as carreiras, e principalmente o autoconhecimento. Um detalhe importante é analisado nessa hora. Por mais que um jovem goste de uma carreira, em alguns casos ele não tem habilidade ou vocação compatível, conclusão que é feita avaliando-se os aspectos da personalidade.

Se mesmo como teste, a dúvida permanecer, Gisele aconselha procurar os cursos técnicos, uma forma conhecer de perto como é a realidade da profissão, pois os cursos são formados por muitas aulas práticas. Em muitos casos, o jovem consegue entrar no mercado de trabalho mais cedo do que se imagina.

“Os jovens ainda desconhecem as oportunidades dos cursos técnicos e acham que o certo é entrar logo cedo na faculdade. Existem vagas sobrando para tecnólogos e muita gente achando que o diploma em uma boa faculdade é garantia de um lugar ao sol, nem sempre”, finaliza.

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Por Juliana Lopes

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