Como lidar com a perda do animal de estimação

Como ajudar a criança a lidar com a perda do anima

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Lidar com a morte não é fácil, para as crianças pode ser ainda mais complicado. Aceitar a perda de um animal de estimação pode ser muito complicado, ainda mais se a criança for muito apegada ao bichinho. Mas como os pais podem ajudar seus filhos a lidarem com essa situação?

O primeiro passo é permitir que a criança externe o sentimento de luto pela morte do animal, para que aprenda a lidar com a dor. É importante que os pais estejam atentos aos sinais, já que os menores podem não saber direito como falar sobre o que estão sentindo.

Se a criança tiver menos de sete anos, por exemplo, é provável que seja necessária uma explicação mais leve, falando que o bichinho foi para o céu com outros bichinhos ou virou uma estrela. Se ela for mais velha, no entanto, é preciso explicar obre a morte com mais objetividade. A delicadeza nesta hora é muito importante.

A perda deve ser valorizada para que a criança fique com isso bem resolvido. Os pais não devem, por exemplo, só descartar o animal, como se não representasse nada. É preciso que os rituais posteriores à morte reflitam a perda de algo importante para a criança, então, enterrar o bichinho é uma ótima ideia.

As crianças podem ver a morte do bichinho de estimação de maneiras bem diferentes, algumas podem achar que a morte do pequeno amiguinho aconteceu por algo de errado que ela fez. É preciso que a família esclareça que o pequeno não tem nada a ver com o que houve e que a morte é inevitável.

Outro aspecto que pode surgir para a criança é que, quando ela começa a perceber o significado da morte do animal, começa a ampliá-la para suas outras relações. Elas vão questionar que, se o animal morre, ela e os pais também podem morrer. É preciso conversar a respeito, sem dramatizar. Jamais mentir ou fingir que não vai acontecer.


Para quem pensa que arrumar um substituto para o animal que morreu é uma boa forma de fazer a criança esquecer a dor, esta não é a melhor saída. Os pais devem respeitar o momento de sofrimento da criança, para que possa entender que a dor passa, elaborando melhor esse sentimento. O ideal é esperar alguns meses e se a criança se interessar por outro animal, tudo bem!

Por Carmem Sanches

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