Como escolher a melhor babá

Como escolher a melhor babá

Escolher a pessoa que ajudará a cuidar do seu bebê é uma das tarefas mais difíceis para as mamães, principalmente as de primeira viagem. Afinal, não poderemos estar sempre por perto, já que as obrigações do dia a dia acabam por nos afastar de casa. Mas existem algumas dicas que podem ajudar na seleção e treinamento de uma babá.

Em primeiro lugar, é importante escolher com cuidado e depois observar a reação do bebê no convívio com ela. "Os pais percebem que a babá está agindo de modo inadequado observando atenta e minuciosamente o comportamento e a evolução do seu filho", é o que afirma a diretora nacional da marca Kanguruh, Roberta Rizzo. Lembre-se: atitudes revelam quem somos mais do que as nossas palavras.

Segundo a Dra. Luciana Herrero, da Aninhare, empresa de educação em saúde e medicina preventiva, algumas atitudes mostram que o babá pode não ser de confiança. "Desconfie se ela elogia ou agrada excessivamente você ou seu marido, enche de mimos (até em excesso) seu bebê quando está na sua frente e aparenta ser 100% perfeita em tudo, aceitando sempre de bom grado tudo que você solicita", alerta. "Se seu filho a aceita de bom grado e alegria, ótimo. Mas, se seu filho a rejeita, ou fica irritado em sua presença, cuidado! Este pode ser um sinal de que algo pode não estar bem", completa.

Há maneiras de prevenir situações desagradáveis. Roberta Rizzo sugere o uso de câmera. Isso porque se ela souber que está sendo filmada ficará inibida. E caso ela tenha más intenções, não se sentirá à vontade para agir. "Vale a pena manter um bom relacionamento com as demais babás da pracinha, com as mães que costumam levar seus filhos ao mesmo local e, de vez em quando, substituir a babá nesses passeios para conversar tranquilamente com as pessoas que estão presentes na hora em que a cuidadora está longe com a criança.

Chegar em casa sem avisar, em um horário em que a babá não estaria esperando, é uma boa maneira de deixá-la sempre alerta e fazer com que ela siga sempre as suas recomendações. "A babá não deve questionar - embora, claro, possa sugerir, dialogar, propor idéias - e sim cuidar para que a criança cresça e se desenvolva da melhor forma possível, dentro dos padrões estabelecidos pela família", diz a Roberta.

A Dra. Luciana Herrero afirma que características pessoais também devem somar pontos. "Higiene, discrição, afeto e delicadeza com o bebê, além de calma e paciência, mesmo nos momentos mais difíceis, como as cólicas", enumera. "Atenção e malícia, frente a possíveis perigos para o bebê, além de alegria e orgulho de ser babá são outros pontos a serem analisados".


Não deixe de prestar atenção em seu bebê, ele saberá como lhe dizer se houver algo errado. "Mudança de humor, medo exacerbado, irritabilidade, alteração de apetite são, sem dúvida, os sinais mais comuns de que algo não está bem. Esteja por perto, conecte-se com seu bebê. Não minimize o problema, enfrente!", finaliza a Dra. Luciana.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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