Como economizar no presente do Dia das Crianças?

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Filhos sempre foram sinônimo de despesa. E quando o orçamento está apertado, qualquer gasto a mais faz falta no fim do mês. Com a chegada do Dia das Crianças, a preocupação com presentes aumenta, mas não há motivo para pânico. É possível economizar no presente e fazer a criançada feliz sem que o salário escorra pelos dedos.

É importante notar que o Dia das Crianças foi criado com fins mercadológicos. "Os pais querem fazer para os filhos tudo o que, muitas vezes, não podem durante o ano. Pelo comércio e pela data criada eles acabam tendo esse dia como regra de que precisam, SIM, comprar os melhores presentes e que a criança nesse dia precisará ter aquilo que está ‘na moda’, havendo consumo desenfreado e ‘mimos’ desnecessários", afirma a educadora financeira Roberta Omeltech.

Não extrapolar pode ser mais simples do que se imagina. Junte todas as contas do mês anterior (incluindo alimentação e transporte) e subtraia esse valor do dinheiro disponível. Isso dará uma margem de quanto dinheiro a família tem para outros gastos menos fundamentais. "É importante relacionar esses valores para saber a realidade", alerta a educadora.

Roberta dá uma dica interessante: "Em vez de comprar usando cartões ou cheques, use mais o dinheiro vivo. Parece que, quando usamos dinheiro, sentimos mais a dorzinha no bolso na hora de comprar e isso nos acende uma luz para economizar mais".

Na hora de dialogar com os pequenos, ensine-os a distinguir as coisas que compramos porque "queremos" daquelas que "precisamos", faça-o entender a importância de controlar o consumo por impulso (mostrando como elaborar uma lista de compras e obedecê-la no supermercado, por exemplo). Mostre as diferenças entre as coisas "caras" e "baratas" em diferentes ambientes (como farmácia, padaria, papelaria) e explique que tipo de trabalho realiza, pois isso ajuda a criança a estabelecer relação entre ganho de dinheiro e os limites de seu uso.

Resista à tentação de presentear o seu filho a todo o momento e estipule ocasiões que considere propícias a isso. Não estabeleça relação entre o desempenho nos estudos e o ganho de dinheiro, você pode ficar presa nesse compromisso e decepcionar a criança ao não conseguir mantê-lo. Troque por um abraço afetuoso, por exemplo.


Envolva os avós no processo de Educação Financeira dos pequenos, explicando as razões do limite e pedindo que colaborem, fica mais fácil dessa maneira. Não use a suspensão da mesada como forma de punição por mau comportamento ou baixo rendimento escolar, essa não é a função dela. Cuide também para que a mesada seja um instrumento de amadurecimento financeiro da criança e não uma fonte de conflitos.

Não se renda à data. Presenteie seus filhos quando puder financeiramente e quando encontrar algo que os agrade e que combine com os gostos de cada um. Ao invés de comprar o brinquedo mais caro da loja, compre algo simples e tire o dia para brincar com as crianças no parque mais próximo.

Por Juliany Bernardo (MBPress)

*Serviço: Educadora financeira Roberta Omeltech.

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