Cartão mesada - prós e contras

Cartão mesada  prós e contras

Os cartões de débito e crédito nunca estiveram tão em alta como nos dias de hoje. Várias instituições financeiras têm investido no famoso "dinheiro de plástico", apontando vantagens, entre elas, não precisar de troco ou ainda maior facilidade para pagamentos.

A moda pegou e chegou inclusive até as crianças e adolescentes. Por isso surgiram os cartões mesada, que funcionam como aqueles comprados para inserir créditos no celular: o responsável deposita um certo valor por mês, e, quando este acaba, fica bloqueado, podendo ser usado de novo na data em que for "recarregado".

A ideia vale para dar mais tranquilidade para toda a família. "Como as crianças e adolescentes são distraídos e vivem esquecendo objetos por aí, o cartão pode ser uma boa pedida. Em caso de perda, basta que os pais o bloqueiem", afirma Silvia Alambert, educadora financeira e fundadora da empresa "The Money Camp", em São Paulo.

Outra vantagem é a facilidade para os pagamentos, a praticidade e a segurança - já que, em caso de roubo, basta uma ligação para que os valores não sejam perdidos. Fora o fato de que um adolescente andando com dinheiro chama bem mais a atenção do que com um plástico que pode ser escondido facilmente no bolso.

Mas nem tudo são flores. Antes de dar o dinheirinho de plástico nas mãos de um menino ou menina, é preciso analisar vários fatores. O primeiro é a maturidade do pequeno. Para Silvia, a idade ideal para que alguém tenha um cartão mesada é por volta dos 13, 14 anos. "Tudo porque, antes dessa idade, algumas crianças não têm muita noção de tempo", explica.

Antes de entender que aquele valor deve durar por certo período, o filhote precisa conhecer a lógica de um cartão - o que significa que o cérebro dele deve estar preparado para saber que o dinheiro existe ali, mesmo que ele não seja visto. E que o valor é finito - se acabar, a criança vai ficar sem nada até o próximo mês.

Por isso, os pais precisam se lembrar de explicar essa lógica antes de deixar um cartão mesada sob a responsabilidade de seus pequenos. "O melhor é sentar com o filho, combinar com ele o valor que será liberado por mês e a data em que será depositado. Explicar que o dinheiro é para cobrir, por exemplo, as despesas dos passeios com amigos, da balada, do lanche", diz a educadora financeira.


Mais que uma nova forma de mesada, esse dinheiro de plástico também representa certa independência de quem o possui. Por isso, é importante pensar bem e pesar os prós e contras, também as consequências do cartão para suas crianças e/ou adolescentes. Quando aliada à responsabilidade, essa ferramenta pode, inclusive, ensinar seu filho a lidar com outras formas de pagamento, a saber dosar os gastos e fugir das dívidas no futuro.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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