Bullying: caso Casey Heynes

Bullying caso Casey Heynes

Foto/Reprodução Site Casey Heynes

Mais um caso de bullying virou notícia nos últimos dias. Desta vez aconteceu na Austrália, com Casey Heynes, um menino de 16 anos que, cansado de ouvir ofensas diariamente por ser "gordinho", revidou o bullying batendo no colega de classe com um golpe aprendido no vídeo game.

O revide foi filmado e o vídeo virou hit no YouTube, mesmo sendo tirado diversas vezes do ar por mostrar cenas violentas entre menores. O aluno chegou até ganhar um site em seu tributo que Reivindicava

que ele voltasse à escola.

Casey foi suspenso, mas depois o diretor do colégio voltou atrás e reintegrou o garoto. Ele virou celebridade na Austrália, deu entrevista e contou que revidou as agressões que vinha sofrendo há três anos. "Eu não estava pensando na verdade. Na minha cabeça só veio "Oba! Finalmente acabou!".

Um fato curioso é que, apesar de já sofrer por bastante tempo com isso, os pais dele não tinham ideia do acontecido, algo que é bastante comum. Por isso é importante ficar atenta aos sinais. Alguns deles indicam que a criança possa estar sofrendo bullying ciomo: evitar a escola e inventar desculpas para não ir; evitar situações sociais e qualquer outro acontecimento escolar que não seja obrigatório; contar os dias que faltam para as aulas terminarem; se mostrar irritado com os pais e irmãos; pedir para trocar de escola constantemente e apresentar um rendimento escolar mais baixo.

Caso perceba que seu filho está sofrendo com esse problema, especialistas indicam que é importante reportar o assunto à escola para tratar o caso de uma maneira ampla envolvendo os pais, o alvo, o agressor e os orientadores pedagógicos. Em casa, é essencial que o diálogo seja sempre mantido integralmente entre pais e filhos.

Pesquisa

O tema é tão atual e preocupante que a violência no ambiente escolar foi alvo de uma pesquisa inédita no Brasil, feita pela organização não-governamental Plan, que envolveu mais de 5 mil estudantes. O levantamento concluiu que a maior incidência de maus tratos nas relações entre estudantes está na faixa etária de 11 a 15 anos, especialmente na sexta série do ensino fundamental.

Outro dado relevante é que o bullying é mais comum nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, mas independe do sexo, raça ou classe social. Também foi identificado que os meninos se envolvem com maior frequência nas situações de bullying que as meninas, mas elas sofrem mais, ficam mais tristes, chateadas e amedrontadas que eles.


Uma ocorrência das mais comuns, nas salas de aula, está ligada aos apelidos. Nada passa despercebido: orelhas em abano, obesidade, estrabismo, cabeça grande, pernas tortas, gagueira, nariz proeminente e até deficiências físicas. Os nomes e sobrenomes também não são poupados e servem de objeto de críticas e rimas. A situação piora quando os gracejos, críticas e chacotas aparecem junto com ameaças. Caso o agredido verbalmente conte ao professor ou aos pais poderá sofrer represálias e até mesmo agressões físicas.

Por Larissa Alvarez

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