Bom relacionamento entre os irmãos

Bom relacionamento entre os irmãos

“Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.” A frase do texto “Filtro Solar”, famosa na voz de Pedro Bial, faz todo o sentido para a maioria das pessoas mais velhas, porém, na infância e adolescência, muitos irmãos têm uma relação cheia de brigas e conflitos.

Mas o que será que determina se a relação é boa ou ruim? O psicólogo Anderson Xavier explica que normalmente os conflitos se explicam pela idade. Porém, ele acredita também que os pais têm uma grande participação na maneira como os irmãos se relacionam.

“Os pais não podem obrigar os irmãos a brincarem ou então fazer com que o mais velho tome conta do mais novo. É necessário respeitar a fase de cada um. O pai ou a mãe devem ser os centralizadores da boa relação, chamando atenção quando os filhos discutem, mas também elogiando e estimulando a brincadeira entre eles.”

O psicólogo afirma que estudos mostram que a parceria entre os irmãos é algo mais comum do que a rivalidade. Até por isso, situações em que o irmão mais novo “idolatra” o mais velho são bastante corriqueiras. “O ser humano vive de modelos e quando os irmãos têm uma boa relação, um aprova as atitudes do outro, o mais novo se espelha e quer ser como o mais velho. Por isso, eles querem jogar futebol como o irmão e elas querem usar as mesmas roupas que a irmã, por exemplo.”

Alguns pais só notam que a situação entre irmãos precisa ser controlada quando os conflitos se tornam frequentes, mas Anderson explica que isso deve ser trabalhado antes mesmo do segundo filho nascer.“É importante que os pais já estimulem o contato da criança com outras crianças mesmo quando ainda é filho único, é importante para aprender que eles não são únicos.”


Anderson destaca que os pais devem lembrar sempre que alguns conflitos são normais, mas cabe a eles realizarem a mediação e a solução dessas brigas. Essa é a maneira mais eficaz de solucionar o problema e evitar que as brigas deixem de ser “coisa da idade” e se tornem algo maior.

Por Larissa Alvarez

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