Atraso no desenvolvimento: quando é hora de se preocupar?

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Quando a criança começa a se desenvolver, muitas preocupações rondam a cabeça dos pais, principalmente relacionadas ao desenvolvimento motor e cognitivo de cada uma. Claro que cada bebê tem seu tempo de aprendizagem e desenvolvimento, que deve ser respeitado, mas alguns sinais também devem ser observados.

Atraso na fala, para sentar, pegar os objetos, movimentos descoordenados ou anômalos (fora do comum), nistagmos (repetições de movimento com os olhos) são alguns dos sinais do dia a dia que demonstram o atraso no desenvolvimento da criança. Seu filho apresenta estas características? Será que é hora de se preocupar?

De acordo com Thiago Garra, pediatra do Hospital São Luiz - Anália Franco, não existe uma idade específica em que o atraso de desenvolvimento apareça na criança. "Alguns pacientes não caracterizam uma síndrome específica. No geral, o atraso é identificado com até 1 ano de idade ou mais. Os pediatras, em geral, encaminham o paciente para o neurologista e geneticista", informa ", explica.

Existem dois tipos comuns de atrasos: os cognitivos (atraso na fala) e os físicos (identificados pelo emagrecimento, alteração de membros, coluna, crânios, mãos, pés, orelhas, medidas nasais e até cabelos). "Geralmente a fala arrastada e com início tardio, após os 3 anos, indica atraso no desenvolvimentos", explica.

De acordo com uma pesquisa realizada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), complicações durante a gestação, como quadros infecciosos e hipertensão, e problemas emocionais na família podem colaborar para esse atraso. Fora isso, não existem cuidados que os pais devem ter com as crianças para evitar isso. "Faz parte da percepção de todos que convivem com a criança, nos casos mais leves. Nos casos mais graves ou moderados surgem crises convulsivas e perda de peso, por exemplo", explica o pediatra.


Por Caroline Sarmento

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