Até quando é saudável imitar o irmão mais velho?

Mania de imitar o irmão mais velho

Foto: John Smith/Corbis

As primeiras referências que a criança tem são os pais e os irmãos. Por isso, quando estão em fase de formação, é normal que imitem boa parte das ações praticadas por essas pessoas. É como dizem por aí: os pequenos são verdadeiras esponjas!

A maneira como os pais e irmãos gesticulam, andam, manuseiam objetos, como falam... tudo é observado minuciosamente pelas criança e imitado. Com o tempo, os caçulas começam a fazer suas próprias escolhas e a formar melhor suas personalidades.

Segundo a psicóloga clinica Milena Frankfurt, esse comportamento é saudável e contribui para a formação da criança. Porém, ele não possui data nem hora certa para deixar de existir. "Geralmente com a chegada da adolescência é comum os gostos mudarem, a forma de se vestir, de falar etc. E a personalidade de cada um vai sendo ‘moldada’ com base nestas novas experiências também", explica.

A imitação, quando excessiva, pode comprometer de alguma forma o processo de formação de identidade do filho mais novo. Conforme explica a psicóloga clínica, a criança acaba não identificando o que gosta ou não, por estar sempre imitando o irmão mais velho.

"Isto pode acarretar em conflitos no sentido de a criança não se sentir uma pessoa diferenciada, espontânea, além de ter dificuldade de tomar decisões de forma independente". E orienta: "Os pais precisam saber que imitar é saudável, principalmente na infância, e devem valorizar essa ação. Até para que o filho mais velho tente sempre ser um bom exemplo para o irmão."


O comportamento dos pais diante da imitação deve sofrer mudanças a partir do momento em que a criança passa a imitar o irmão mais velho em situações que não estão de acordo com a idade dela. Tudo tem seu momento. "Assuntos como drogas e sexo normalmente aparecem na adolescência", ressalta Dra. Milena.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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