Apps são bons às crianças?

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Crédito: PhotoAlto/Thierry Foulon/Getty Images

Os apps são febre na mão das crianças. A nova geração é fera em encontrar nos celulares e tabletes joguinhos e passam horas se divertindo com o ‘brinquedo’.

Um dado recente divulgado no Wall Street Journal (EUA) mostrou que 70% dos aplicativos infantis mais populares do mercado analisam dados coletados durante o uso. Além disso, mais da metade deles incluía a exibição de propagandas durante o uso (especialmente os joguinhos, diferentemente dos apps educativos).

Pode parecer inofensivo, mas especialistas alertam para os riscos. Isso porque os dados acabam revelando sobre a personalidade do usuário. E saber o perfil do jogador é importante para determinar que tipos de propagandas podem fazer mais sucesso.

Um exemplo desses aplicativos é o Jewels, lançado para celulares Android. Com mais de 10 milhões de usuários, é um joguinho simples, parecido com o famoso Tetris. O jogador deve clicar quando joias do mesmo tipo aparecem lado a lado e ganhar pontos.

"O que mesmo o jogador adulto muitas vezes não percebe é que, entre uma pontuação e outra, o aplicativo coleta uma série de dados pessoais, como endereços de e-mail e quais outros aplicativos estão instalados no aparelho. O app não faz distinção se quem está jogando é um adulto ou uma criança", escreveram os especialistas em tecnologia, Dennys e Chico, na coluna Quintal Virtual.

Apesar de o Brasil regular o tipo de conteúdo que pode ser disponibilizado para crianças, ainda não há legislação que regule a coleta de dados pessoais de menores de idade, como é o caso nos Estados Unidos.

"Isso não quer dizer que os aplicativos são vilões. Os pais devem estar atentos ao que as crianças baixam nos seus tabletes e smartphones", reforçam os especialistas.

Alguns aplicativos, inclusive, prometem manter as crianças seguras na web. Entre eles estão o K9 Web Protection, que regula e fiscaliza como a internet é utilizada e ainda permite visualizar o histórico de uso da internet no computador; family Safety, em que é possível criar contas separadas para seus filhos e filtrar dados de navegação, prazos e restrições de aplicativos.


Por: Natália Farah

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