Animal de estimação - ceder ou não ao pedido dos filhos?

Animal de estimação  ceder ou não o pedido dos fil

Foto Tina Phillips/http://bit.ly/auz8D5

Crianças adoram animais e disso ninguém duvida, mas daí a ter responsabilidade para cuidar de um bichinho, há muita diferença. Os pais, para agradarem os pequenos, acabam se rendendo aos constantes pedidos por um bicho de estimação, mas a dor de cabeça pode ser maior e o trabalho também.

Antes de fazer a vontade da criança, é preciso avaliar as possibilidades de ter um animal em casa, levando em consideração alguns fatores: o espaço da casa, a disponibilidade dos familiares em cuidar do bichinho e da higiene do lar, além da idade da criança.

Desde pequenas as crianças já pedem um animalzinho, mas o ideal é esperar até os 4 anos para que tenha condições de assumir algumas responsabilidades. Nesta idade, os pequenos já sabem diferenciar que o animal é um ser vivo e não um brinquedo. Também já demonstram afeto pelo animal e entendem a necessidade de lhe dar comida. Quanto à higiene, é melhor esperar mais alguns anos, ou seja, a limpeza pode ficar por conta dos pais.

Para o desenvolvimento da criança, ter um animal é extremamente importante para criar responsabilidades, melhorando também sua socialização e autoestima, em saber que é capaz de cuidar de algo. Independente da idade, o bichinho de estimação é uma ótima companhia para crianças e adolescentes. Porém, é preciso esclarecer quanto ao tempo de vida do mascote, que é menor do que a dos humanos, para que saibam trabalhar a perda no futuro.

Como muitas famílias vivem em apartamentos, é preciso saber dosar o tamanho do animal, como os cães de maior porte, por exemplo, pois eles precisam de espaço para brincar. Já os gatos se adaptam facilmente aos ambientes pequenos. Outro benefício de optar pelos felinos é que eles aprendem facilmente a usar a caixa de areia para suas necessidades fisiológicas, mantendo o ambiente mais limpo.

Vale lembrar que todos os animais requerem cuidados especiais quanto à higiene e devem visitar regularmente um veterinário, para evitar problemas de saúde para os donos. Por exemplo, o responsável pela caixa do gato deve lavar meticulosamente as mãos porque, apesar de ter usado luvas, convém evitar o pior: a toxoplasmose. No caso dos peixes, é conveniente lavar o aquário com produtos antibacterianos apropriados sempre que a água for mudada - procedimento que deve ser feito com regularidade -, por forma a evitar o risco de contágio de salmonelose.


Por fim, é importante que todos estejam disponíveis a ajudar e a contribuir para que o relacionamento com o novo hóspede da casa ocorra sem sobressaltos!

Por Carmem Sanches

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