Amizade entre pai e filho - quais são os limites?

Amizade entre pais e filhos

Foto: Eric Audras/Onoky/Corbis

Você já reparou como a relação entre pais e filhos têm mudado no decorrer dos anos? Antigamente, falar sobre determinados assuntos com os pais era um tabu que nenhum filho tinha coragem de quebrar. Bem diferente do que contemplamos nos dias atuais.

Pais que curtem baladinhas com os filhos, compartilham decepções amorosas, confidenciam segredinhos, trocam experiências e, obviamente, tornam-se o melhor amigo um do outro. Embora muita gente ache esse tipo de relacionamento normal, é necessário haver um respeito entre pai e filho.

"Não precisa existir um limite na amizade entre ambos, mas sim respeito à hierarquia. Podemos e devemos ser cada vez mais amigos de nossos filhos, mas sempre precisamos nos lembrar e lembrar aos pequenos que quem manda é o pai", afirma Marcelo Reibscheid, pediatra criador do portal Pediatria em Foco.

Essa hierarquia servirá para mostrar que os pais estão abertos para dialogar com os filhos sobre diferentes assuntos, sem deixar de exercer a sua função de liderança familiar e educador. Dessa forma, cada um saberá qual é o seu papel dentro do relacionamento.

Além disso, a amizade, proximidade e afeto nunca poderão ser confundidos com respeito e comando. "Manter o respeito e admiração do filho pelo pai dentro de uma relação de amizade é preciso para que ele sempre enxergue o genitor como um exemplo a ser seguido, uma pessoa madura", assegura.

Reibscheid informa que sair para beber com os filhos ou frequentar locais impróprios para a idade tanto de um como do outro são fatores que contribuem para diminuir o respeito. "Lembre-se que existirão situações em que o pai não deverá ser amigo, pois correrá o risco de perder a autoridade", descreve.


Ele salienta que ambos devem delimitar o espaço um do outro para que não ocorra a perda da magia da relação entre pai e filho. Outra dica é não fazer dos filhos um amigo confidente. "O pai deverá servir como formador de opinião e caráter e não o inverso. Não se pode colocar muita responsabilidade nas costas de uma pessoa que não tem a vivência para isso", ressalta Marcelo Reibscheid.

Por Stefane Braga (MBPress)

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