A primeira consulta no ginecologista

De uma hora para outra seu filho já não é mais aquela criança tão dependente de você. Quando menos se espera, o corpo começa a mudar e surgem aquelas perguntinhas sobre sexo. Sinais de que a puberdade já chegou. Será que está na hora de trocar o pediatra pelo urologista ou ginecologista?

Ao contrário do que muitos pais pensam, a visita não deve ser feita somente em casos de suspeitas de doenças, mas de forma regular já na adolescência. A partir do início da puberdade, aos 12 anos para meninos e entre oito e 14 anos para as meninas, uma consulta garante a prevenção de muitas doenças e ainda tira as dúvidas às vezes difíceis de responder.

Meninas

Sílvia Melo, ginecologista especialista em adolescentes diz que a primeira consulta de uma garota é recomendada logo após o crescimento das mamas e pêlos pubianos. “Esse desenvolvimento pode variar muito entre as meninas. O normal é que ocorra entre oito e 14 anos”, ressalta.

Conforme a especialista, uma boa conversa é fundamental na primeira consulta, o que facilita o andamento das próximas visitas. “Isso é importante para criar um vínculo com o profissional que a acompanhará durante toda a vida reprodutiva. Após esse diálogo, elas ficam mais a vontade para dizer como tudo que está acontecendo. Dessa forma conseguimos fazer a avaliação correta”.

Fabiana Rodrigues, de 42 anos, levou a filha ao ginecologista logo após a sua primeira menstruação. “Conversei e expliquei tudo sobre esta nova fase, mas mesmo assim senti que ficou algo vago. Por isso achei melhor ela esclarecer todas as dúvidas com uma profissional”. Aliviada, a mãe diz que atualmente Fábia vai sozinha ao consultório, mas sempre pergunta se não quer a sua presença.

A ginecologista lembra que muitas mães apenas procuram um especialista somente quando a jovem começa a namorar. “Em alguns casos, quando a menina começa a namorar sério, a primeira relação sexual dela já aconteceu antes”, diz.

Meninos

A presença de garotos nos consultórios de urologistas não é tão comum como as meninas no ginecologista. Mesmo assim, o urologista Wagner de Ávila afirma que a freqüência já aumentou. “Em muitos casos são os próprios pais que incentivam porque não se sentem 100% seguros para falar de determinados assuntos”.

Entre as dúvidas principais estão a forma de abordar uma mulher, ejaculação precoce, tamanho do pênis e doenças sexualmente transmissíveis como Aids, Sífilis, Herpes, HPV e gonorréia.

“Eu levei o meu filho de 16 anos. Sou mãe solteira e não sabia como abordar alguns assuntos, por isso preferi não entrar na sala para deixá-lo mais à vontade. Ele saiu de lá satisfeito”, conta a professora Cássia Carneiro, de 38 anos.

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