A importância das reuniões escolares

A importância das reuniões escolares

Foto: divulgação

Embora alguns pais não gostem muito, a participação deles na vida escolar dos filhos é realmente importante para a formação dos pequenos. Supervisionar a lição de casa, ajudar a estudar e esclarecer dúvidas e, especialmente, orientar sobre o melhor comportamento diante das situações é tarefa para os responsáveis.

Depois, para saber se a criança anda aprontando fora de casa, nada como a reunião de pais e mestres, não é? "O acompanhamento dos pais é essencial para que o filho tenha sucesso nas atividades escolares", disse Wagner Sanchez, Diretor Acadêmico do Colégio Módulo, em São Paulo.

E parece que as tradicionais reuniões, que agrupavam vários pais, professores, diretores, etc. estão com os dias contados. É cada vez mais comum encontrarmos um novo modelo de reunião, na qual cada responsável conversa diretamente - e em particular - com um professor, de preferência aquele que leciona uma matéria em que seu filho tem dificuldades.

Esse é o caso da escola onde estudam os filhos da assistente administrativa Joana Vallim, pelo menos com as pais de estudantes que estão com dificuldades. "Quando o aluno tem algum problema, a professora pede para mãe esperar para falar em particular com ela. Eu concordo com esse método, pois nenhuma mãe fica exposta ao ridículo."

E é verdade. Não é nada bom falar de um problema ou questão particular do filho numa reunião aberta a várias pessoas. "Caso o pai ou mãe faça uma pergunta focada na sua criança, a informação pode se tornar um boato e se espalhar. Ai, o que era uma coisa simples vira polêmica", falou Wagner.

Depois de enfrentar algumas situações complicadas em reuniões com muita gente, como pais que perguntavam "o que aconteceu com o fulano que bateu no meu filho?" no meio do encontro, o diretor também adotou a "conversa" entre o responsável e um educador, apenas. As reuniões são inclusive agendadas pelos pais, num sábado em que os professores ficam disponíveis o dia todo para atendê-los.

Os coordenadores e o diretor do colégio onde o filho de Angela Oliveira estuda também passaram por alguns imprevistos em reuniões coletivas. "Uma vez, a professora começou a dizer (sem dar nomes), que as crianças falavam muito sobre sexo, coisas que nem nós adultos falamos", lembrou. "A reunião foi esquentando, até que uma mãe achou um absurdo a professora falar isso pra todos, que o ideal seria a professora falar com cada mãe separadamente, porque ela sabia que a filha dela jamais diria essas coisas", completou.

No final, segundo Angela, a professora teve que chamar a mãe para conversar em particular, para explicar que tinha falado no geral para que cada um orientasse seu filho quando chegasse em casa. "Hoje o método para fazer reuniões mudou, agora é com horário marcado e um por vez", disse a mãe.

Coletiva ou em particular, a reunião é um instrumento importante para aproximar escola e família com o objetivo de dar a melhor educação possível para as crianças. Portanto, ai vai uma dica para que os encontros sejam tranquilos e produtivos: esteja pronto para escutar.

"Os pais devem ir desarmados para as reuniões, pois quando vão sem querer ouvir ninguém, isso estabelece um bloqueio para que eles conheçam de fato o dia a dia do filho", observou Wagner.


Outra dica é aproveitar ao máximo o encontro com os educadores de sua criança. Assim, você poderá descobrir se ela tem atitudes diferentes em casa e na escola, o que acontece quando o pequeno recebe informações distintas nos dois ambientes. Além de corrigir possíveis mal entendidos, você também terá condições de trabalhar evoluções que seu filho deve ter com a família, no colégio ou em qualquer outro lugar.

Por Priscilla Nery (MBPress)

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