72% das mães sentem culpa por trabalhar fora

72 das mães sentem culpa por trabalhar fora

Foto: Dreamstime

As mulheres conquistaram seu direito à igualdade de direitos para o gênero, mas continuam lutando, agora com suas diversas jornadas. Uma pesquisa aponta que as mulheres, ainda hoje, têm como ideal o modelo antigo de maternidade, no qual a mulher cuidava da casa e dos filhos de maneira impecável. O estudo da revista CRESCER aponta que 72% das entrevistadas sentem culpa por trabalhar fora, quando 43% se acham boas mães, mas acreditam que poderiam ser ainda melhores.

A edição de novembro da revista realizou uma pesquisa exclusiva sobre maternidade e trabalho. Cinco mil mulheres foram ouvidas em todo o Brasil. Mães entre 20 e 46 anos, que são profissionais. O resultado mostra que elas sentem culpa e se lamentam por não ter tempo para exercer os seus múltiplos papéis.

O fato é que a realidade empresarial e as leis trabalhistas ainda não se adaptaram à mulher contemporânea. Dados da pesquisa mostram que 62% das mulheres afirmam que parariam de trabalhar se pudessem abrir mão do emprego e 23% assumem que já recusaram promoções ou propostas melhores de trabalho para não prejudicar o tempo com os filhos. Mas ainda existem aquelas (42%) que acreditam que a maternidade trouxe benefícios para sua vida profissional.


Para grande parte das mães a solução seria o equilíbrio entre o trabalho e a maternidade. 63% disseram que o trabalho ideal seria meio período no escritório e meio em casa, e 68% abririam mão de parte do salário para reduzir jornada.

Por Catharina Apolinário

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