10 atitudes para educar sem palmada

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Neste mês, o Senado aprovou a chamada Lei da Palmada, projeto que garante o direito da criança e do adolescente de serem cuidados e educados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante.

Para tanto, a ONG Promundo criou o manual Pelo Fim dos Castigos Físicos e Humilhantes - Manual para sensibilizar pais, mães e cuidadores de crianças. O Manual pode ser acessado em: http://www.radardaprimeirainfancia.org.br/pelo-fim-dos-castigos-fisicos-e-humilhantres/

Confira 10 ações indicadas para o cuidado de crianças na Primeira Infância, da concepção aos a 6 anos de idade:

1. Diálogo entre os cuidadores: conversar com a família e educadores sobre o modo de educar é importante para alinhar os pontos sobre o que deve ser feito em cada situação. E se os adultos discordarem sobre algum ponto, o ideal é que a discussão aconteça na ausência da criança, para que um não tire a autoridade do outro.

2. Cuidado com as palavras: muitas vezes as palavras machucam mais que a agressão física. Então, o cuidado com o que é dito é primordial. Lembre-se: educação precisa partir primeiro do educador, por isso palavras como "obrigada", "com licença", "desculpe", "por favor", entre outras devem fazer parte do vocabulário do adulto e da criança.

3. Respirar fundo: esse exercício é ótimo tanto para os cuidadores quanto para acalmar as crianças. Quando os pequenos estiverem agitados, coloque-os em posição confortável, mantenha o contato físico e visual, ajude-os a respirar devagar e fundo até acalmarem.

4. Conversar com a criança: pode parecer banal, mas tem grandes efeitos, pois além de aprender novas palavras, eles vão, aos poucos, entendo como as coisas funcionam.

5. Explicar causa e consequência: os pequenos estão descobrindo o mundo agora e por vezes não sabem as consequências das ações. Para estes momentos, chame a criança para explicar o que pode acontecer, mostre também que ela é importante para você e por isso está alertando sobre o perigo que aquela atitude pode representar.

6. Dar exemplo: o modo de agir das pessoas ao redor das crianças é uma das principais fontes de aprendizado. Por isso, é necessário ficar atento com o comportamento dos adultos.

7. Pergunte: se a criança agir de maneira não desejada, questione - com voz calma e baixa - por qual motivo a criança reagiu dessa forma. Não a pressione se ela não responder de maneira clara, pois expressar os sentimentos com palavras pode ser difícil.

8. Mostre o comportamento esperado: sempre diga, de forma clara, como a criança deveria reagir e responder. Por exemplo, se ela não gostou do sabor da comida e cuspiu, explique que neste caso, ela deve usar o guardanapo e dizer que não gosta do item em questão. Reapresentar o mesmo alimento, mas preparado de maneira diferente pode ser uma solução para manter a alimentação saudável.

9. Reforço positivo: brigar e criticar as más atitudes das crianças nem sempre funcionam e quase sempre as deixam mais tristes. Por outro lado, o reforço positivo se mostra mais eficaz. Então, valorize as boas ações com elogios.

10. Interaja: responder ao olhar e aos questionamentos dos pequenos é tão importante quanto dar carinho, beijos e abraços. A troca de sorrisos, risadas e os incentivos são extremamente valiosos para eles.

Por Vila Mulher

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