Palmadas não são a solução

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A Lei da Palmada, agora denominada "Lei Menino Bernardo" foi aprovada na Câmara dos Deputados.O projeto que altera o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente),proíbe a aplicação de castigos físicos em menores de 18 anos.

A partir de agora, os pais que agredirem fisicamente os filhos deverão ser encaminhados a cursos de orientação, tratamento psicológico ou psiquiátrico, além de receberem advertência.

Segundo o psicólogo e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Aurélio Melo, o projeto que gerou muitas discussões, aparentemente seria uma interferência na forma de educação familiar e, em casos extremos, impediria os pais de dar limites aos seus filhos.

É compreensível que muitos pais fiquem inconformados com a ideia de que uma palmada possa ser motivo de advertência por parte do Conselho Tutelar. No entanto, conforme argumenta, a Lei é importante, pois coíbe a violência extrema. "O projeto quer prever ou minimizar formas de castigo que resulte em sofrimento físico ou lesão". Argumenta.

Segundo Melo, a Lei "Menino Bernardo" não quer impedir que pais deem limites aos filhos mas ser mais um instrumento social, para assim proteger crianças e adolescentes de alguns pais que de forma perversa ou ignorante, agridem em vez de proteger e educá-los.

A violência não é o caminho

Para o psicólogo a agressão física surge do descontrole emocional em determinadas situações ou da tentativa de impor-se pela força. "Longe de ser uma forma ideal de educação, as agressões físicas diminuem o respeito entre pais e filhos ou reproduzem pais que acreditam nos castigos físicos como medida efetiva de educação".

Freud, o pai da psicanálise, explica que o maior dos medos dos filhos é a perda do amor de seus pais. Nos casos em que não há amor a se perder, só resta impor-se pela força, afirma o psicólogo.


Por Vila Mulher

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