Influenza: crianças até 5 anos tomam a vacina

Influenza crianças até 5 anos tomam a vacina

Depois da pandemia ficou claro o alto risco associado à cepa A(H1N1) pdm09, não apenas para os idosos, mas também para gestantes, crianças e adolescentes. Este ano, foi anunciada a extensão da vacinação para crianças de 6 a 60 meses no Brasil, uma medida já preconizada pela SBP, que agora torna viável a vacinação sem custo para todas as crianças de até 5 anos na rede pública.

Diversos motivos justificam a ampliação da vacinação de crianças até cinco anos de idade, dentre eles, destacam-se:

1. Crianças são mais infectadas e excretam os vírus influenza por tempo mais prolongado do que adultos;

2. Crianças menores de cinco anos apresentam taxas de hospitalização tão altas quando idosos sem comorbidades;

3. Crianças doentes são levadas à consulta médica com maior frequência do que adultos, apresentam com maior frequência febre, otite média e pneumonia, sendo frequentemente tratadas com antibióticos;

4. Durante as epidemias de influenza o número de consultas médicas aumenta entre 30-50% e os atendimentos na emergência, entre 50-100%, gerando sobrecarga nos serviços ambulatoriais e hospitalares;

5. Ao contrário dos adultos, a maioria das crianças menores de cinco anos que desenvolve complicações pós-influenza não apresenta qualquer doença de base;

6. Medidas não-farmacêuticas, como uso de máscaras e higiene, e o uso de antivirais, podem reduzir a transmissão da influenza; entretanto, a efetividade desses recursos para controlar a disseminação dos vírus é variável e existem enormes dificuldades para sua implementação em tempo hábil, considerando-se que a excreção dos vírus tem início antes do aparecimento dos sintomas e que as crianças pequenas ainda não tem maturidade suficiente para seguir rigorosamente as normas de higiene;

7. A vacinação de crianças gera economia, principalmente se forem considerados os custos decorrentes do absenteísmo dos pais ao trabalho para cuidar das crianças doentes e os benefícios da proteção indireta (herd protection), pois cada pessoa vacinada deixa de se infectar e de transmitir o vírus na comunidade;

8. A vacinação de crianças reduz o absenteísmo entre escolares vacinados e seus colegas e professores não vacinados, assim como o uso de antibióticos;

9. Frequentemente, as crianças têm contato com outros grupos de risco, como gestantes, irmãos menores de dois anos e avós, que apresentam menor resposta à vacina, em comparação com a observada em adultos;

10. Modelos que avaliam o impacto da vacinação em massa demonstram que a vacinação de crianças é mais efetiva em reduzir o impacto da doença na comunidade do que a vacinação de grupos de risco.

Os membros do Departamento de Pediatria Ambulatorial endossam esta medida, divulgando informações atualizadas sobre os riscos da influenza e benefícios da vacinação.


Por Vila Mulher

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