Filhos: quando cada um quer criar de um jeito

Dizer "pergunta para o seu pai/mãe" não é a melhor maneira de lidar com divergências na criação. Veja dicas da psicóloga!
diferenças criação filhos

Foto: Istock/Wavebreakmedia

Como você lida com as diferenças de criação quando o assunto é filhos? É muito comum que em uma família um dos pais seja mais liberal e o outro mais controlado, mas o que fazer quando essa divergência atrapalha no dia a dia? De acordo com a Psicóloga Thaiana Brotto  há diversas maneiras de suavizar este conflito sem tirar a autoridade do parceiro(a).


Ela explica que o diálogo é a maneira mais fácil e madura de se tratar quaisquer assuntos, principalmente quando trata-se de família. "A palavra família já diz tudo: composta por mais de uma pessoa. Pessoas, naturalmente, possuem personalidades e opiniões diferentes e isso independe de criação".

Veja algumas dicas da profissional:

Tarefas juntos

Fazer uma lista, juntos, dos prós e contras de determinadas situações, e fazer isso com paciência e tranquilidade, aceitando opiniões divergentes e evitando possíveis desentendimentos.

Pontuar situações que já aconteceram e quais foram seus respectivos desfechos, falar o que cuida um pensou quando o outro decidiu sozinho sobre uma escolha para o filho; são maneiras de entender o que cada um pensa.

Ouvir a criança

Quando a criança já tem certa idade também pode colaborar com esse diálogo. Ouvir o que a criança tem a dizer, o que lhe faz bem, suas preferências e vontades também é uma excelente forma de saber quais passos dar na relação com os filhos. Alguns pais preferem entrar em debate sobre o que é certo e errado, deixando de lado as opiniões do filho: opiniões que podem mudar completamente o rumo da conversa.

diferenças criação filhos

Refletir sobre as próprias decisões

Olhar o que o outro faz é muito mais fácil – e menos doloroso – do que olhar para si mesmo. Refletir sobre as próprias decisões e escolhas também facilitam no convívio e na hora de decidir o que é bom para os filhos. Perguntas como “tomar essa decisão será que é realmente a melhor escolha?”, “como seria se eu optasse por outro caminho?”, “como foi a minha relação com os meus pais?”, “como eu me sentia quando meus pais faziam isso comigo?” – além de permitir um autoconhecimento, estas perguntas também facilitam na hora de lidar com os filhos.

Procure sofrer o mínimo possível

Quando enfrentamos uma situação em que nossas opiniões vão de encontro com as opiniões de outra pessoa – principalmente quando essas opiniões são a respeito da educação dos filhos – não é uma situação fácil de encarar. Mas procurar sofrer o mínimo possível com isso facilita o encontro de uma solução. Focar demais no problema pode trazer problemas ainda maiores e isso pode se estender até para uma depressão de uma das partes, incluindo a criança/ adolescente. 

Se a situação ficar muito delicada, buscar ao auxilio de um profissional pode ser uma ótima alternativa, evitando consequências maiores para a estrutura familiar. 

Por Thamirys Teixeira

Comente