Beijo gay em desenho da Disney: pais devem se preocupar?

Não se pode esperar até que as crianças já estejam adultas para deixá-las saber que pessoas LGBT existem!
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Foto: Divulgação

O respeito à diversidade felizmente está se tornando o caminho que os principais canais de entretenimento juvenil andam escolhendo para suas animações. Prova disso foi o primeiro beijo gay em um desenho da Disney.

O desenho animado “Star vs. as Forças do Mal” mostrou o relacionamento homoafetivo de uma forma casual. “Apenas Amigos” é o 20º episódio da segunda temporada da série, e foi exibida nos Estados Unidos dia 23 de fevereiro.


Na cena, vários casais se beijavam durante o show, entre eles casais gays, héteros e idosos. A  série foi criada por Daron Nefcy. Ela foi a segunda mulher a produzir para o Disney Channel. Isso sim é evolução!

Personagens LBGT nos desenhos infantis: porque é importante?

Rebecca Sugar, criadora do desenho “Steven Universo”, já falou em uma palestra para a Sociedade de Ilustradores da School of Visual Arts, sobre a importância da representação LGBT nos desenhos. Entenda:

"Não se pode esperar até que as crianças já estejam adultas para deixá-las saber que pessoas LGBT existem. Há essa ideia de que isso é algo que só deveria ser discutido entre adultos – isso é completamente errado. Se você esperar para contar para os jovens LGBT que a maneira como eles se sentem importa, ou mesmo que são pessoas como as outras, daí já vai ser tarde demais!"

Ao comentar sobre como a heteronormatividade está presente em tudo, Sugar apontou que não permitir que crianças enxerguem-se nas histórias que amam pode ser muito prejudicial. Jovens LGBT vivem em grande risco de tornarem-se sem-teto e de cometerem suicídio; o argumento de Sugar não poderia ser mais pertinente. Na maioria dos contos de fada a ideia do amor verdadeiro está intrinsecamente ligada ao final feliz, e por consequência, felicidade na vida. É simplesmente uma grande injustiça negar-se essa visão de esperança para algumas crianças, afirma Sugar.

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"Eu penso muito sobre os contos de fadas e os filmes da Disney, e como o amor é algo que é sempre discutido com as crianças. Falam para as crianças que você tem que sonhar com o amor, com esse amor que você vai ter e satisfazer todas suas necessidades. O príncipe encantado e Branca de Neve não são os pais de alguém, eles são alguém que se almeja ser. A gente sonha com esse futuro em que se encontrará a felicidade. Por que é que nem todos podem ter isso? Eu adorava os filmes da Disney quando era pequena, mas nunca senti que eles eram como eu", conta.

Diversidade nos desenhos

O tópico da representação LGBT nos desenhos animados ainda é repleto de tensão, mas alguns desenhos já quebraram os tabus e retrataram com excelência a relação entre pessoas do mesmo sexo veja abaixo alguns:

  • Frozen da Disney, animação que ganhou o público em janeiro de 2014, trazia a ideia de que o amor verdadeiro era o amor de Elza pela irmã, e não o de um príncipe encantado. O filme ganhou apoio do público para que a princesa assumisse ser lésbica.
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  • Já o norte-americano Nickelodeon fez história em introduzir um casal gay na série de animação “The Loud House”. O casal gay corresponde aos pais do melhor amigo de Lincol Loud, Clyde McBride. A história sempre mostra os pais de forma atenciosa e cheia de carinho para com os filhos.
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  • A série Steven Universo, do Cartoon Network também retrata personagens LGBT. Os produtores da animação do confirmaram que Rubi e Safira são um casal lésbico. Na animação, elas são conhecidas como crystam gems, alienígenas sem gênero definido, mas que respondem em termos femininos. Foi revelado que uma das gems, Garnet, é na verdade um fusão de duas outras, Rubi e Safira.
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  • Também no Cartoon Network, a volta das Meninas Super Poderosas mostrou a história de um unicórnio trans no episódio chamado Horn, Sweet Horn (Chifre, doce chifre). O roteirista falou sobre identidade de gênero por meio de Donny, um pônei falante que usava um chifre na cabeça por se identificar como um unicórnio.
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    Por Thamirys Teixeira

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