10 alimentos que mais engasgam nas crianças

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As crianças pequenas podem não ter os dentes necessários para moer alimentos adequadamente, podem ainda estar aprendendo a mastigar e, pelo seu alto nível de atividade, ficam mais propensas a esses engasgos.

A asfixia é a principal causa de lesões em crianças, e, às vezes, pode ser fatal, especialmente em crianças de 0-4 anos de idade. O número de crianças que se sufoca com alimentos é particularmente elevado, especialmente porque o tamanho, a forma e a consistência de certos alimentos podem torná-los mais propensos ao risco de asfixia. Um estudo, publicado no Pediatrics, apontou os alimentos mais relacionados à asfixia infantil.

Para realizar o estudo, os pesquisadores do Hospital Nacional Infantil em Columbus, Ohio, analisaram informações de um banco de dados nacional de visitas ao departamento de emergência, com foco em atendimentos por asfixia, envolvendo alimentos que não resultaram em morte. A lista dos outros alimentos que levaram as crianças para a sala de emergência são:

1. Carnes, exceto cachorros-quentes: 12.671 visitas (12,2%);

2. Ossos: 12496 Visitas (12%);

3. Frutas e legumes: 10.075 visitas (9,7%);

4. Fórmula, leite ou leite materno: 6.985 visitas (6,7%);

5. Sementes e nozes: 6.771 visitas (6,5%);

6. Chips, pretzels ou pipoca: 4.826 visitas (4,6%);

7. Biscoitos, cookies ou bolachas: 3.189 visitas (3,1%);

8. Cachorros-quentes: 2.660 visitas (2,6%);

9. Pães ou bolos: 2.385 visitas (2,3%);

10. Batatas fritas: 874 visitas (0,8%)

A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda que crianças com idades entre 0-5 anos não devem comer balas ou mascar chicletes e que as frutas e vegetais crus devem ser cortados em pedaços pequenos.

"Crianças devem ser sempre supervisionadas ao comer, e nunca devem correr, caminhar, jogar ou deitar-se com a comida na boca, recomenda a AAP. Os pais e cuidadores devem estar familiarizados com as técnicas para resgatar seus filhos se a asfixia ocorrer", diz Moises Chencinski, membro do Departamento de Pediatria Ambulatorial e Cuidados Primários da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

Em linha com as recomendações da Academia Americana de Pediatria, os autores do estudo propõem implementar um melhor acompanhamento desses incidentes relacionados aos alimentos, colocando etiquetas de advertência nos que apresentam um risco elevado para esse tipo de acidente, além de desenvolver campanhas de sensibilização do público para educar os pais sobre o perigo de asfixia por alimentos entre as crianças.


Por Vila Mulher

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