Você sabe o que é plagiocefalia posicional?

Você sabe o que é plagiocefalia posicional em bebê

Foto: FreeDigitalPhotos http://bit.ly/JHVdLe

Embora não sejam muito divulgadas, algumas alterações ou problemas físicos em bebês devem ser tratadas na primeira infância para evitar dificuldades de desenvolvimento na idade adulta. Uma dessas alterações é a plagiocefalia posicional, conhecida por causar um achatamento na cabeça dos bebês, é uma assimetria detectada no crânio que precisa ser tratada entre o quarto e o décimo quarto mês de vida.

Um estudo norte-americano aponta que 12% dos bebês apresentam alguma deformidade na cabeça. Isso significa que entre os 2,9 milhões de bebês nascidos em 2008 (data do último levantamento realizado pelo Ministério da Saúde) no Brasil, pelo menos 350 mil apresentaram plagiocefalia posicional e provavelmente não receberam qualquer tratamento, já que boa parte dos pediatras brasileiros não está familiarizada com o tema.

Entre os gêmeos os índices são ainda mais alarmantes, uma vez que 54% apresentam deformidades cranianas. Nos EUA, onde o assunto é muito mais difundido, já são mais de 80 mil crianças diagnosticadas e tratadas em 18 anos de trabalhos de médicos na área. Se a criança não for tratada no tempo correto, além do achatamento que chama bastante a atenção, poderá ter, no futuro, dificuldades no fechamento da mandíbula e desalinhamento visual.

O diagnóstico é causado pelo posicionamento intrauterino, quando o bebê ainda está na barriga da mãe, em casos de partos complicados e na gestação de gêmeos. Após o nascimento, a plagiocefalia posicional geralmente é causada pelo vício na posição dos bebês para dormir ou amamentá-los.

De acordo com o especialista em assimetrias cranianas, Dr.Gerd Schreen, a irregularidade pode se manifestar, também, como braquicefalia, que é o achatamento posterior do crânio; ou como escafocefalia, doença caracterizada pelo alongamento do crânio.

O médico explica ainda que o cuidado com o bebê na hora de dormir é importante para que as assimetrias não sejam acentuadas. "A recomendação da Academia Americana de Pediatria é para que os bebês sejam colocados no berço em decúbito dorsal (barriga para cima), com o objetivo de reduzir a Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SIDS, sigla em inglês). No entanto, a prática, embora tenha reduzido a SIDS, fez aumentar significativamente os casos de assimetria", explica o Dr.Schreen.


O médico sugere que os pais alternem a posição dos bebês para dormir e adotem atividades em que a criança seja posicionada de barriga para baixo quando estiver acordada e sob supervisão de um adulto. Assim são exercitados os músculos posteriores do pescoço e o apoio da cabeça acontece em pontos diversos, contribuindo para a melhoria do problema.

Por Carmem Sanches

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