Vantagens da licença-maternidade ampliada

Vantagens da licençamaternidade ampliada

Diferente do que acontece em outros países, no Brasil a licença-maternidade já começa aos poucos a ser ampliada em órgãos públicos e privados. Com dois meses a mais em contato com o bebê, a mãe consegue amamentá-lo com tranqüilidade por seis meses - tempo mínimo indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - sem a necessidade de antecipar o desmame e incluir a mamadeira na etapa final.

Ana Paula Braguim Vieira Pessoa, 30, foi mãe no dia 11 de março deste ano, e vai ficar com a pequena Gabriela até setembro. Depois de uma gravidez difícil, a analista de informática do banco Nossa Caixa, que estabelece o benefício para 40 funcionárias, ela pretende estar próxima da sua primeira filha até o final da licença. “Ela nasceu depois de uma gravidez mal sucedida. Foi muitissímo esperada, pois devido a alguns probleminhas, corria o risco de ter partos prematuros ou, até mesmo, não conseguir engravidar novamente. É uma benção em minha vida”, diz.

Entre os vários benefícios da amamentação nos primeiros meses de vida, uma deles é uma maior estimulação nas conexões do cérebro do bebê, desenvolvimento físico, emocional e intelectual a curto e longo prazo, sem contar a maior ligação entre mãe e bebê, vínculo que trará mais segurança e saúde para o futuro da criança. “Além de ter amamentação exclusiva, esse tempo é importante para aumentar a minha união com ela e, principalmente poder curtir mais de perto esta maravilha que é ser mãe!”.

A ampliação da licença também traz vantagens à sociedade. Em entrevista à Sociedade Brasileira de Pediatria, Elsa Giugliani, presidente do Departamento Científico de Aleitamento Materno, afirma que a amamentação tem alguma influência com a violência. Essa relação é mínina, outros fatores econômicos e sociais são mais fortes, mesmo assim, se a criança se sente acolhida logo nos primeiros meses de vida, ela poderá ser um adulto menos violento.

A questão ainda vai mais longe. Com dois meses a mais em casa, mães estarão mais motivadas e tranqüilas para realizar as suas tarefas. Seguras da saúde dos bebês, elas vão se afastar menos durante o expediente, como é o caso de Ana Paula, que já faz planos para a sua volta ao trabalho.


“A Gabriela ficará em uma escolinha próxima ao meu trabalho, onde poderei acompanhar de perto o seu desenvolvimento, nem que seja um pouquinho na hora do almoço. Afinal, não é a quantidade de tempo que importa e sim a qualidade desse tempo”, finaliza.

Por Juliana Lopes

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