Teste do pezinho ganha dois novos exames

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Dia 6 de junho é comemorado o Dia Nacional do Teste do Pezinho e as atenções ficam voltadas para o Ministério da Saúde, que incluiu mais dois exames que detectam a Deficiência da Biotinidase (DB) e a Hiperplasia Adrenal Congênita (HAC) em testes para recém-nascidos da rede pública.

A DB é uma doença metabólica hereditária, que pode causar convulsões, ataxia, hipotonia, dermatite, queda de cabelos e atraso no desenvolvimento. Já a HAC é um grupo de doenças genéticas em que as duas glândulas adrenais (suprarrenais) não funcionam corretamente, evitando a produção de hormônios essenciais para as funções do corpo.

O Programa Nacional de Triagem Pré-Natal (PNTN), o nome oficial do teste, está passando por reformulações e, além de inserir novos exames, o Ministério busca também o aperfeiçoamento da triagem das doenças que já fazem parte do programa.

A endocrinologista Tânia Sanchez Bachega, da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP), é uma das médicas que auxilia no aprimoramento do Teste do Pezinho junto às entidades públicas.

Segundo a especialista, o Ministério da Saúde fez um levantamento em todo o Brasil e avaliou as datas da coleta do teste da primeira consulta dos bebês afetados, e agora pretende atuar nas condições que poderão otimizar a precocidade do diagnóstico neonatal das diferentes doenças.

"Nem todos os estados brasileiros realizam a triagem das doenças que constam no atual PNTN, o número de doenças triada em cada estado depende basicamente da eficiência do Laboratório de Triagem e da percentagem de recém-nascidos que são submetidos ao exame. O Ministério da Saúde está trabalhando para que, todos os estados adotem a triagem completa", explica a médica da SBEM-SP.

Com exceção da grande São Paulo, o teste do pezinho é coletado em postos de saúde, após a alta do berçário. O sucesso do programa também depende da educação contínua da população.Por isso é importante que esses bebês sejam encaminhados para a coleta entre o terceiro e o quinto dia de vida.

Em regiões menos favorecidas, um índice importante de coletas tardias impacta no diagnóstico e, consequentemente, o tratamento na prevenção de complicações pode se tornar ineficaz, causando sequelas graves, principalmente nos quadros de hipotireoidismo congênito e/ou HAC", lamenta a Dra. Tânia Bachega.


Por Vila Mulher

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