Teste da orelhinha gratuito em toda rede pública

Teste da orelhinha é obrigatório e gratuito em tod

O Vila Filhos já mostrou como as gestantes devem se proteger das cobranças abusivas das maternidades na hora do parto e logo após o nascimento do bebê. Em um dos tópicos alertamos as futuras mamães a terem cautela em relação aos exames feitos logo nos primeiros dias de vida. Um deles, o teste da orelhinha, muitas vezes é realizado nas maternidades privadas sem o consentimento da mãe, com a cobrança de R$70, em média. O que muitas mães não sabem é que ele também é oferecido em hospitais públicos gratuitamente.

E a partir de agora é obrigatório e gratuito em todo país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei para a realização do exame de triagem auditiva em todos os hospitais e maternidades, nas crianças nascidas em suas dependências. Até agora, o exame é oferecido apenas nos municípios de mais de dez estados brasileiros.

O teste, chamado de Emissões Otoacústicas Evocadas, diagnostica deficiências sutis que não são percebidas no dia a dia. "Realizado para detectar problemas de audição do bebê é rápido, indolor, não fura a orelha do bebê e pode ser realizado após as primeiras 24 horas de vida da criança, na própria maternidade. Quanto mais cedo forem detectados problemas de audição, menores serão as conseqüências da perda auditiva, como atraso e dificuldades na fala, por exemplo", destaca a fonoaudióloga Isabela Gomes.

Conforme explica a fonoaudióloga Fabiane Zimmermann, do Hospital Dona Helena, de Joinville/SC, o teste é feito quando o bebê está dormindo e na presença dos pais. "Insere-se um fone no ouvido com o objetivo de analisar a na anatomia e a integração auditiva do bebê. Se o resultado for negativo, outro exame é realizado, pois pode haver alguma secreção oriunda do parto que prejudique o diagnóstico. Se o resultado for novamente negativo, o bebê é encaminhado ao especialista (otorrinolaringologista)". A profissional destaca que o índice de surdez só aumentou nas últimas décadas - hoje a cada mil nascidos, dois são surdos, por isso a importância do teste.


"Se os pais souberem do diagnóstico e a criança for protetizada (usar o aparelho para surdez) até os seis meses de idade, a linguagem dela vai ser comparável a de crianças que não tiveram problemas auditivos", aponta a fonoaudióloga. De acordo com a Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia apenas 5% a 10% da população brasileira de recém-nascidos fazem a triagem auditiva. O Vila Filhos espera que essa porcentagem aumente com a nova medida em todos os hospitais públicos.

Por Juliana Lopes

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