Quem vai ficar com o bebê?

A data da volta ao trabalho já estava marcada com antecedência, mas é sempre um atropelamento retomar a rotina depois dessa “pausa” que mudou tanto nossas vidas. O primeiro problema que enfrentaremos é: Quem vai ficar com o bebê? Creche, babá, vovó, ou até a vizinha, algumas mães tem apenas uma dessas opções. Mas quem pode escolher como deve decidir?

Semana a semana, vamos elencar as vantagens e desvantagens das opções mais comuns na maioria dos casos. Como pedagoga, defenderia a escola integral ou creche, que é um ambiente planejado para as crianças, e se bem escolhida, com número adequado de adultos, poderá estimular seu bebê nos aspectos físicos, na coordenação motora, terá uma alimentação balanceada e higiene garantida.

Mas essa escolha deve ser feita cuidadosamente e acompanhada diariamente, pois como a oferta atual é grande, e os salários baixos, nem sempre tudo é um mar de rosas. A troca constante de funcionários é maléfica para a afetividade das crianças, e o espaço físico, que em alguns casos deixa a desejar, acaba prendendo os bebês em salas muito pequenas e úmidas.

É fato também que o contato com outras crianças desenvolve a socialização, porém também passa doenças nos primeiros meses desse contato. O horário flexível deve ser um ponto a ser visto nos casos que a mãe, além de ter essa necessidade, realmente não tenha outra opção para deixar seu bebê.

E acredite, o preço não é o item mais importante nessa escolha, pois existem creches municipais que cumprem os itens básicos melhor do que algumas escolas extremamente adaptadas.

Visitar os locais escolhidos durante a gravidez ou na licença, e principalmente no horário de funcionamento, certamente esclarecerá a maior parte das dúvidas para concluir essa decisão.

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Michelle Maneira é pedagoga, com pós-graduação em psicopedagogia e especialização em tecnologias educacionais, professora de educação infantil da rede pública.

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