Queda de cabelo pós-parto é normal?

Queda de cabelo pósparto é normal

Foto: Corbis

Seus cabelos estavam lindos e sedosos nos nove meses de gestação, mas depois que deu à luz os fios começaram a cair mais do que habitualmente? Não se preocupe, pois isso é uma reação natural do organismo e ocorre com 85% das mulheres.

Durante a gravidez o organismo da mulher passa a produzir uma quantidade maior de hormônios que fazem com que a queda de cabelo natural diminua. Logo, os fios ficam mais grossos, causando volume. Os folículos capilares entram na chamada "fase de repouso". Ao término da gestação, os hormônios voltam ao normal e muitos fios entram em queda.

Um motivo pode estar relacionado ao desencadeamento de um fenômeno chamado eflúvio telógeno, que representa uma rápida transição da fase de crescimento para a de queda. "Ele leva a diminuição de 30 a até 70% dos fios de cabelo. O eflúvio telógeno dura de quatro a seis meses e acentua-se sozinho", explica Erick Omar, dermatologista formado pela USP e especialista em tricologia.

A queda de cabelo costuma ser resolvida nos três ou quatro primeiros meses pós-gestação. Essa perda de cabelo ocorre de maneira uniforme na cabeça e varia de acordo com o organismo de cada mulher, podendo se dar de maneira mais forte em algumas mulheres e em menor proporção em outras.

"Passada a fase o cabelo volta a ter o volume de antes. Entretanto, se a queda incomodar, alguns tratamentos podem antecipar a melhora, como o uso de vitaminas, loções e, em alguns casos, medicamentos sistêmicos", informa Omar.

É importante salientar que a água muito quente do banho não contribui para essa queda capilar. E, de acordo com o especialista, shampoos que estimulam o crescimento ou que garantem a redução da queda dos fios não funcionam nesse período. "Procure manter os cabelos bem cuidados e hidratados. Caso note uma maior diminuição do volume ou alteração da qualidade do cabelo, consulte um especialista", diz o dermatologista.

Mas se você for realizar tratamentos mais agressivos nos fios, Omar indica que é ideal buscar uma orientação médica para saber se você está liberada para tais procedimentos!

Por Stefane Braga (MBPress)

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