Quartinho do bebê - dicas de decoração

Quartinho do bebê  dicas de decoração

Segurança, conforto e espaço. Com os apartamentos cada vez menores é necessário ter jogo de cintura para conseguir um ambiente agradável para o bebê. Um quarto básico deve ter um berço, uma cômoda para trocar as fraldas, uma banheira, uma cadeira e uma cama de adulto para os plantões iniciais.

"É melhor ter a cama de adulto no quarto do bebê para acomodar a mãe, o pai, a babá, a avó, ou quem quer que seja, do que levar o berço para o quarto do casal e fazer com que ambos não durmam", recomenda o arquiteto Manolo Vilches.

Quando for escolher o berço veja se as grades tem espaço de seis centímetros, mais que isso pode ser perigoso, pois o bebê acaba colocando a cabeça entre elas e a possibilidade de ocorrer um acidente é grande. Também é importante observar se a altura do estrado é regulável e se a tinta do berço é removida facilmente, isso porque os bebês costumam morder a grade do berço.

Além disso nunca coloque o berço perto de janelas, por causa das correntes de ar, e perto do trocador - depois que ele cresce é comum o pequeno explorar o ambiente e escalar os móveis.

Conforme Vilches, não há regras para a decoração do quarto do bebê. O profissional tem observado uma preferência por quartos clássicos, com tules e babados nos berços. "Nada contra, mas será que não dá para fugir do trivial e criar um ambiente que acompanhe o estilo do casal?", questiona. Nesse caso, ele sugere a combinação preto e branco ou até tons de madeira.

Rosa para meninas e azul para meninos já é coisa do passado. Por que não usar tons suaves de verde ou amarelo? "Os papéis de parede também são bastante criativos. É legal aplicar em meia parede apenas, com barrado decorativo reservando a parte superior para um tom único, o que pode ou não incluir o teto. Ao invés dos bichinhos ou personagens de historinhas infantis, uma opção são os temas geométricos: bolinhas, quadrados e outros formatos em cores diferentes, espalhados pela parede", recomenda.

Em relação aos materiais, como carpetes, cortinas e travesseiros, o arquiteto indica sempre os antialérgicos. "No caso dos papéis de parede, e crianças na faixa etária entre 3 e 7 anos, escolha papéis laváveis, alguns já possuem espaço para riscar e rabiscar. Providencie uma lousa ou quadro para acostumar os jovens a evitar as paredes no momento de sua expressão artística e literária", diz o arquiteto. Hoje em dia, você encontra tintas especiais que transformam as superfícies em lousas e até em quadros magnéticos.

No quesito segurança é preciso cuidado na instalação das redes de proteção, elas não devem esticar muito para impedir a passagem de partes do corpo da criança, que podem ficar presas.


Por fim, antes de projetar o quartinho é preciso imaginar que um dia o bebê irá crescer, portanto, já prever possíveis reformas a partir dos quatro anos de idade, quando se troca o berço pela cama e ainda reservar espaço para brincar e fazer as atividades escolares.

Por Juliana Lopes

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