Primeiros passos do bebê: como evitar contaminação de vírus

Primeiros passos do bebê como evitar contaminação

Um dos momentos mais engraçadinhos na vida dos papais é quando o bebê começa a engatinhar e a dar os primeiros passos. Curioso, ele coloca os pezinhos no chão e usa as mãos e a boca para explorar o mundo.

Mas apesar de ser uma cena bem fofa de se ver, nesta fase os pequeninos ficam expostos a uma série de microrganismos, entre fungos, vírus e ácaros. Eles podem causar doenças como sapinho, estomatite, micose e alergias. Quanto mais cedo elas forem diagnosticadas, mais rápido o incômodo passa!

Segundo a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, Dra Valéria Marcondes, colocar roupas compridas na criança - calça, luvinhas, meias - pode ajudar a prevenir. "Prefira as peças de algodão, que são mais leves", sugere. E alerta: "Os bebês muito aquecidos por excesso de roupas podem desenvolver miliária, que são bolinhas avermelhadas que aparecem principalmente no tronco e na região do pescoço. Essas ‘brotoejas’ surgem pelo entupimento e ruptura das glândulas sudoríparas."

Quando a criança for dar os primeiros passou ou engatinhar, deixe-a no chão bem limpo. Evite carpetes. "Geralmente a quantidade de ácaros nesse material é muito grande e é mais difícil fazer a higienização", orienta a dermatologista. E dá outras dicas para dificultar a aproximação das bactérias: "Lave as mãos do bebê com frequência, usando sempre um sabonete que seja especialmente formulado e testado para a pele dele. E deixe de lado os produtos muito perfumados, pois podem gerar algum tipo de irritação ou alergia."

Dra. Valéria enumerou quatro das principais doenças que atingem os bebês durante os primeiros passos. Confira:

Sapinho ou monilíase: é causado por um fungo e se manifesta por meio de pontos brancos que cobrem toda ou parte da língua, gengivas, parte interna das bochechas e lábios.

Primeiros sinais: a dor pode interferir na alimentação e fazer com que o bebê perca o apetite.

Tratamento: usar antifúngico líquido quatro vezes ao dia.

Estomatite: essa doença sistêmica provoca mau hálito, acompanhado de saliva com sangue. Surgem também manchas azuladas ou acinzentadas que vão clareando conforme a criança cresce, mas não chegam a desaparecer. "A estomatite pode ser causada por infecção viral, bacteriana, fúngica, trauma, agentes tóxicos e irritantes, hipersensibilidade, doenças autoimunes, sensibilidade à pasta de dentes e corantes de doce", explica Dra. Valéria.

Primeiros sinais: ardência na gengiva, incapacidade para ingerir líquidos e principalmente alimentos ácidos.

Tratamento: depende exclusivamente do diagnóstico da doença-base.

Micose: causada por fungos se desenvolvem quando encontram umidade, calor e baixa defesa imunológica e se instalam na pele. "Ela surge entre o segundo e o quarto dia de vida do bebê e desaparece entre a primeira e a segunda semana de idade", explica a dermatologista.

Primeiros sinais: descamação e coceira na planta dos pés, fissuras e coceira entre os dedos dos pés (frieira) e lesões arredondadas na pele ou na cabeça e queda de pelos.

Como evitar: cuidar da higiene pessoal, secar muito bem as dobras da pele, não ficar em contato direto com produtos de limpeza, não andar descalço e não usar roupas quentes e justas, nem sapatos fechados por muito tempo.


Alergia: essa irritação é causada por pelos de gatos e de cachorros, penas, bolores, ácaros, pólen cosméticos, tintas, certos alimentos (leite de vaca, chocolate), além de picadas de insetos.

Primeiros sinais: crises de asma e renite e diferentes reações na pele - pruridos, coceiras, erupções de diversos tipos, urticária, eczema e inchaços.

Tratamento: procurar sempre orientação médica para identificação do problema. Evitar possíveis substâncias irritantes e cuidados ao ingerir medicamentos.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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