Pesquisa traça a rotina do sono dos bebês

Pesquisa traça a rotina do sono dos bebês

Mães preferem colocar seus bebês para dormir um pouco antes de acabar a novela das oito. É o que comprova uma pesquisa sobre o padrão de sono dos bebês, realizada em 19 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Austrália e Brasil.

De acordo com o estudo realizado pela National Sleep Foundation (EUA)sob a coordenação da especialista Jodi Mindell, em parceria com a Johnson & Johnson, 21h40 é o horário médio em que as crianças do Brasil vão dormir. O ritual do sono do bebê brasileiro - ou seja, do momento em que os pais ou responsável começam a colocar seus bebês para dormir, até que eles adormeçam -, dura, em média, 50 minutos.

Entre os principais hábitos da rotina de sono utilizada pelas mães brasileiras, a televisão aparece em destaque, com 28%. Porém, de acordo com especialistas de sono, este é um hábito desaconselhável. Os bebês, quando dormem no mesmo quarto dos pais, acordam em média 42% de vezes a mais do que quando dormem em seu próprio quarto. No Brasil, quase 42% dos bebês dormem no quarto dos pais, 22% deles, inclusive, na mesma cama.

A rotina de sono do bebê brasileiro é composta por três atividades básicas. A amamentação é escolhida pela maioria das mães (61,3%), depois do carinho (40,3%) e do banho (32,6%). Um hábito diferente deve ser ressaltado no Nordeste. As mães de lá preferem as famosas cantigas de ninar para embalar o sono antes de dormir.

Os bebês das regiões Sul e Sudeste vão para a cama mais tarde que seus coleguinhas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Por outro lado, os bebês da região Norte são os que mais acordam durante a noite - 17% a mais que os do Sudeste, a região que apresenta menos despertares.


Em comparação a média latina, o bebê rasileiro adormece na mesma hora que os seus colegas latinos, mas vão para a cama, em média, 1h20min mais tarde que os americanos e europeus - os quais chegam a dormir 1h36min mais que as crianças no Brasil. Já em relação aos países europeus e americanos, os nosso bebês chegam a acordar 24% mais vezes.

Por Juliana Lopes

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