Órgãos de recém-nascida são doados após pais recusarem cirurgia

A garotinha não tinha chances de sobreviver após a cirurgia - Com 23 dias de vida, ela foi uma das crianças mais jovens a doar órgãos no Reino Unido
doação de órgãos recém nascido

Foto - Reprodução/rossparry

Perder um filho recém-nascido é uma grande dor para qualquer família. Porém, ao deparar-se com a notícia de que sua pequena bebê teria poucas chances de sobreviver a uma cirurgia invasiva, Ami e Liam Duggleby tomaram uma difícil e  forte decisão: deixar a filha morrer naturalmente e doar os órgãos da criança.


A pequena Minnie nasceu com um problema cardíaco congênito. Além disso, a garotinha não tinha alguns músculos importantes na garganta. Mesmo sabendo que a garota não sobreviveria por muito tempo após a cirurgia, a alternativa dos médicos para o caso era abrir seu peito e operar seu coração. 

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Foto - Reprodução/rossparry

O procedimento poderia ser extremamente doloso e com poucas chances de sucesso, o que foi crucial para a escolha dos pais, que preferiram poupar o sofrimento da filha.

A expectativa dos médicos era que ela vivesse apenas 24 horas após o nascimento. Para a surpresa de todos, a garotinha ainda teve 23 dias de vida, e só depois faleceu. Depois de serem informados de que só haviam seis doadores de órgãos neonatais no Reino Unido, o casal decidiu dar um novo sentido a vida da filha, doando seus órgãos.

"Nós queríamos ter certeza de que Minnie tocou a vida de mais pessoas, como fez com a nossa", disse a mãe ao jornal britânico DailyMail.

"Ela fez mais por alguém do que eu já fiz em meus 28 anos. Foi uma experiência horrível, mas positiva. Nunca vamos esquece-la", completou. O rins de Minnie foram para um doador adulto, que se recupera bem. 

De acordo com o “British Medical Journal”, uma parcela significativa de recém-nascidos que morrem em unidades neonatais são doadores de órgãos potenciais e poderiam salvar vidas de outros pacientes doentes. No entanto, segundo os cientistas, as diretrizes atuais do Reino Unido dificultam a identificação desses doadores.

Por Thamirys Teixeira

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