Ômega 3 para grávidas e seus bebês

Ômega 3 para grávidas e seus bebês

Se a mulher sempre deve cuidar direito de sua alimentação, imagine a grávida! Além de cuidar de sua saúde, ela é responsável pelo bebê que carrega e sua alimentação deve ser ainda mais cuidadosa. Entre as substâncias que são indicadas para todos ingerirem, o Ômega 3 é um dos queridinhos. Isso porque, segundo o obstetra e ginecologista Guilherme Loureiro, ele é um importante anti-inflamatório e antitrombótico, que limpa o interior das artérias.

"A tendência da nossa alimentação é ser muito rica em Ômega 6, encontrado em produtos industrializados. Ele causa muitas lesões de paredes e vasos, além de aumentar a gordura visceral", explica o médico. Já o Ômega 3 faz o contrário. Ele é um dos mais potentes e importantes ácidos graxos para o corpo humano e, como não é produzido pelo corpo, deve ser incluso na dieta.

Os benefícios para as grávidas ultrapassam o seu corpo, sendo refletidos na saúde do bebê. Além de ser ótimo para a circulação, já que é antitrombótico, também melhorará o desempenho do cérebro da criança.

"O DHA vai através da placenta e estimula o cérebro do bebê, para que ele tenha uma melhor e maior quantidade de sinapses, favorecendo mielinização mais adequada", relata Guilherme. E não para por aí. O Ômega 3 também chega na retina do feto. "Essa criança de 6 meses a 1 ano terá 30% a mais de campo de visão e desenvolvimento neuropsicomotor", completa.

Com tantos benefícios, o ácido se torna um importante componente na alimentação, não só das grávidas, mas como da população em geral. Guilherme recomenda que dois a três gramas sejam ingeridas diariamente, embora a quantia varie de homem pra mulher. Grávidas devem contar com a substância presente em sua alimentação durante toda a gestação, mas são nas últimas semanas, a partir da 28ª, que o Ômega 3 se faz mais importante ainda.

Mas, cuidado! Existem vários tipos de Ômega 3, mas somente dois ácidos possuem esses benefícios: o EPA e o DHA. Estes devem ser consumidos, respectivamente, 280e 180mg diárias.


Não há riscos para as mulheres que não obtêm a substância em sua alimentação, mas também não há benefícios. "O risco é não ter o benefício", conclui o obstetra.

Por Ana Paula de Araujo (MBPress)

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