Licença-maternidade: volta ao trabalho

Licença maternidade volta ao trabalho

Ansiedade, talvez seja esse o principal sentimento das mães depois que licença maternidade acaba. Após seis meses convivendo com essa nova criaturinha, fica difícil imaginar ficar longe dela, não é mesmo?

“Muitas choram nos primeiros dias da volta ao trabalho. São vários medos: que o bebê sinta falta delas, que ele estranhe as mudanças, acidentes, doenças, isso independente de onde o bebê ficar”, ressalta a psicóloga Sheila Skitnevsky Finge, sócia fundadora do Instituto Mãe Pessoa, que tem o papel de auxiliar as mães em busca do equilíbrio nas funções dentro e fora de casa.

É nessa hora que surge aquela dúvida cruel. Com quem o meu filho deve ficar? Babá, avós ou creche? Para a psicóloga é importante lembrar que não existe uma instituição perfeita. Uma série de fatores influencia. “A filosofia da escola deve combinar com que os pais querem passar aos filhos, nas questões culturais, religiosas e morais”, explica.

Espaço físico e estrutura também devem ser levados em conta, afinal, crianças de várias idades apresentam necessidades diferentes. “Por exemplo, na primeira infância é mais importante o aconchego dos professores, assim com um espaço físico amplo. Na segunda infância e adolescência, as prioridades passam a ser a proposta psico-pedagógica e acadêmica”.

Outras questões também pesam na decisão, como a distância da casa (isso envolve preço e tempo de transporte). E durante a vida escolar é preciso considerar que o aprendizado é gradativo. Sendo assim é comum a mudança de escola para o bem estar dos filhos. Sheila lembra que o que funciona bem hoje pode não ser ideal amanhã.

Contratar uma babá também é uma decisão que deixa muitas dúvidas. “Toda mãe sonha com a babá perfeita, mas é preciso saber administrar essa relação”.

Para a psicóloga a relação entre as babás precisa ser modelada, através de educação, ensinando-as como responder, lidar e tratar. Com o cuidado de não culpar a babá a toda a hora e tirar a responsabilidade de mãe. “Outro fato comum é a relação expectativas realistas X expectativas irreais. Deve-se levar em conta o nível de conhecimento e preparação que elas têm. Não adianta querer o que não existe - as pessoas precisam ser comunicadas sobre os seus anseios”, aconselha.

Por Juliana Lopes

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