Doação de leite materno

Mamadeira derramando leite

Além de ser um ato de amor entre mães e filhos, a amamentação é fundamental à saúde dos bebês. O leite materno protege contra alergias, infecções - especialmente diarréias e pneumonias - e ainda possui todos os nutrientes necessários para os seis primeiros meses de vida.

Sabendo isso, muitas mães com excesso de leite praticam um ato de solidariedade doando parte dele aos bancos de leite. O líquido serve de alimento para crianças prematuras ou aquelas que não conseguem se alimentar diretamente no seio materno. Também é usado pelas mães com pouco leite.

Qualquer mulher pode ser doadora. Ela deve apresentar os exames do pré-natal e não ser portadora dos vírus HIV e HTLV. Basta comparecer aos bancos. São mais de 185 em todo o Brasil. (veja aqui os endereços). Ou mesmo recolher o leite em casa - alguns locais já fazem a coleta dos vidros em domicílio.

O processo é simples. Primeiro é importante higienizar as mãos com água e sabão. Já as mamas devem ser lavadas somente com água. O leite é retirado manualmente ou com o auxílio da bomba elétrica. Nessa hora é importante encontrar uma posição confortável. A criança deve estar bem apoiada e com o corpo virado para a mãe, com a barriga encostada nela. Já a cabeça deve ficar alinhada com a coluna e a boca precisa ficar bem aberta, com os lábios voltados para fora e a língua para frente.

Depois disso basta depositar o líquido em frascos de vidros. Mas atenção! Os frascos são fornecidos pelo próprio banco, pois estão esterilizados. Os postos também oferecem materiais de higiene para a coleta em casa.

Após ser coletado, o leite é pasteurizado, o que dá a garantia de deixá-lo armazenado por até seis meses. Além disso, o líquido passa por exames microbiológicos e bacteriológicos antes de ser liberado para o consumo. Todo o leite recolhido é oferecido aos bebês prematuros ou recém-nascidos de baixo peso que ainda não sugam, recém-nascidos com infecções, portadores de deficiência imunológica, portadores de alergia a proteínas e outros casos.

Por Juliana Lopes

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